Protestos contra libertação dos donos da Boate Kiss

Foto: noticiasbr

Amigos e parentes das pessoas que morreram no incêndio ocorrido na Boate Kiss, em Santa Maria (RS) há quatro meses, protestaram no feriado de quinta-feira em Porto Alegre e também em Santa Maria. A mobilização mostrou a desaprovação quanto à decisão judicial de liberar quatro pessoas acusadas de estarem envolvidas no incêndio. Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, proprietários da Boate Kiss, além de integrantes do grupo Gurizada Fandangueira, Marcelo Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão estavam presos preventivamente há 4 meses. Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, proprietários da Boate Kiss, além de integrantes do grupo Gurizada Fandangueira, Marcelo Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão estavam presos há quatro meses de forma preventiva.

A manifestação contra a medida judicial aconteceu em uma das praças principais de Santa Maria, ainda na quarta-feira, dia 29, à noite, pouco tempo depois que os presos saíram da penitenciária. 242 pessoas morreram no incêndio e outras 600 ficaram feridas. A liberdade foi devolvida aos réus, pelo Tribunal de Justiça, que considerou que os acusados não são maus ou apresentam perigo à sociedade, além de não possuírem antecedentes criminais. Túlio Martins, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul afirma que tanto desembargadores quanto câmara que mandaram soltar os réus são os mesmos que haviam mandado prendê-los anteriormente e disse que isso é característica da democracia. A mãe de uma das vítimas, Marta Beuren, revoltou-se e disse que a decisão é injusta e que ela não possui respaldo no coração dos parentes de todas as vítimas.

O protesto aconteceu durante toda a quinta-feira. Agora, quem deve atender ou não aos pedidos para que os acusados voltem para a prisão é o Ministério Público. Os procuradores, no entanto, afirmam que ainda não foram comunicados oficialmente pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, mas já adiantaram que ainda devem verificar sobre a possibilidade de apelar ao Superior Tribunal de Justiça, que fica em Brasília, para tentar recorrer da decisão. Um dos delegados que estiveram à frente das investigações consideraram a decisão judicial equivocada e que eles tratam o caso como homicídio em que houve dolo e qualificado. Ele argumenta que a Constituição aponta que não há fiança para este crime e, portanto, acreditava que os responsáveis por este crime permanecessem presos. Os protestos continuaram durante a sexta-feira (31).


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute

Fonte: noticiasbr
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