10 de junho - Dia da Artilharia


O Dia da Artilharia é uma homenagem a Emílio Luís Mallet, a data é celebrada no dia de seu aniversário. Mallet foi conhecido por ser um chefe idôneo, de espírito reto e ordeiro, caráter impoluto e dinâmico, que se tornou o Patrono da Arma dos tiros densos, longos e profundos. A Artilharia é o principal meio de apoio de fogo das forças terrestres do Exército, suas unidades podem ser dotadas de canhões, foguetes ou mísseis. 

Sua missão é apoiar a arma-base pelo fogo, destruindo ou neutralizando, os alvos que ameacem o êxito da operação. As características da Artilharia são: precisão e a rapidez, para destruir, ou neutralizar as instalações, os equipamentos, e as tropas inimigas, localizadas em profundidade no campo de batalha. 

Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da Força Terrestre. Suas unidades e subunidades podem ser dotadas de canhões, obuses, foguetes ou mísseis.

Artilharia antiaérea é o componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas. 

Artilharia de costa participa da defesa contra operações navais inimigas em áreas marítimas, próximas ao litoral ou em águas interiores. 

A Artilharia brasileira tem destaque na memorável história militar, no século XIX, tendo à frente o seu insigne patrono, o Marechal Mallet, que foi fundamental para a vitória dos aliados na Campanha da Tríplice Aliança. No século passado, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na II Guerra Mundial, ele apoiou com denodo e precisão, todas as operações da FEB.

Quem foi o Marechal Mallet?

Emílio Luís Mallet era francês de nascimento, brasileiro por amor e opção, artilheiro por vocação e patrono das armas, pela exemplar bravura no exército. 

Mallet chegou ao Brasil aos 18 anos com excepcional bagagem cultural, e D. Pedro I convidou-o a alistar-se no Exército Nacional, onde ele matriculou-se na Academia Militar do Império, no Curso de Artilharia, e jurou a Constituição Imperial, adquirindo assim, a nacionalidade brasileira, em 1824.

Em 1837, participou da Revolução Farroupilha, na condição de comandante de uma bateria a Cavalo. Em 1851, foi convocado para participar da Guerra do Prata. 

Mallet combateu ainda na Guerra contra Aguirre e na Guerra do Paraguai. Nesta, ele esteve à frente do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, e teve participação fundamental na vitória sobre o Passo da Pátria, o Estero Bellaco, e em Tuiuti. 

Em Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul, suas bocas de fogo foram batizadas de "artilharia revólver", devido à precisão, e a rapidez, de seus fogos. A previsão, e a criatividade de Mallet, assegurou a vitória do Exército Imperial; o profundo fosso que ele construiu, para proteger suas peças, foi um eficiente obstáculo, para impedir o avanço da tropa inimiga. 

Em 1866, por ato de bravura em Tuiuti, ele foi promovido a Coronel. Posteriormente, ele foi promovido ao posto de Comandante da 1ª Brigada de Artilharia, e continuou apoiando as ações das forças aliadas nas batalhas de Humaitá, Piquiciri, Angustura, Lomas Valentinas, Ascurra, e Campo Grande. 

Durante a Campanha da Cordilheira, na fase final do conflito, Mallet foi o Comandante-Chefe do Comando-Geral de Artilharia do Exército, e no fim da campanha, por merecimento, Mallet foi promovido a Brigadeiro. Em 1879, Mallet foi promovido a Marechal de Campo; em  1884, promovido a Tenente-Geral. 

E finalmente, em 1885, Mallet foi promovido a Marechal do Exercito, onde permaneceu em serviço até a sua morte, em 1886, no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Sua invencível espada encontra-se no Museu João Pedro Nunes, na cidade de São Gabriel. 

Sua espada de gala encontra-se no Museu Marechal Mallet, em Santa Maria - RS. E seus restos mortais repousam em um mausoléu, sob os cuidados do 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado – o Regimento Mallet – também situado em Santa Maria. 

Em São Paulo, no bairro do Tatuapé, há uma rua que leva seu nome, no Rio, há um bairro e também uma rua, batizados com seu nome. E em São Gabriel, cidade onde ele morou por longo período, a principal avenida da cidade se chama General Mallet.



Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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