A maior crucificação da História da Humanidade


A crucificação de pessoas foi um método de execução, criado na Pérsia, destinada aos escravos e que acabou sendo levada para o Ocidente, durante o império de Alexandre, em 330 a. C.. Tornou-se uma opção de execução muito utilizada pelos romanos, e havia vários métodos para o processo, sendo elas, como empalamento em estacas, fixação de corpos em árvores, postes, e também, em cruzes de 130 kg, cujas vigas transversas, pesavam entre 50 a 60 kg, onde o condenado carregava a viga na qual seria pregado no ombro, até o local da execução, onde então ele era pregado pelos braços.

Torturas e açoitamentos faziam parte do processo de crucificação, e em geral, o chicote utilizado continha pregos, pedaços de ossos ou outros elementos, acrescentados pelos soldados, que provocavam cortes profundos, o que em muitos casos, levada o condenado a morrer em virtude de suas feridas, antes mesmo de ser crucificado. Quando o condenado sobrevivia à tortura de ser açoitado, ele era então pregado na cruz de madeira, com os braços abertos e amarrados; em raros casos, eram usados pregos para fixar a vítima à cruz, como ocorreu com Jesus.

Os músculos abdominais do condenado eram forçados pelo peso de suas pernas, o que o impedia de respirar após horas preso à cruz, levando-o à morte por asfixia. Alguns soldados costumavam fraturar as pernas dos condenados, para abreviar o processo de execução, acelerando dessa forma, a morte do condenado, porém, se a intenção era prolongar o sofrimento do condenado, os soldados usavam suportes para a sustentação do corpo, intensificando ainda mais o suplício da vítima. O método de crucificação causava muito pavor nas pessoas, por envolver dor, sofrimento, e vergonha; em virtude disso, apenas os piores criminosos eram crucificados. 

Esta metodologia de execução se tornou notória, pelo fato de Jesus Cristo ter sido crucificado desta hedionda forma, após a corte romana da Judéia, liderada por Pôncio Pilatos, ter ordenado severos castigos a serem afligidos em Jesus, causando a morte do Messias, que posteriormente ressuscitou e ainda permitiu a remissão dos pecados de toda a humanidade (Doutrina da Salvação da teologia cristã). Após Jesus, outros cristãos foram crucificados, inclusive o apóstolo Pedro, que segundo se diz, implorou para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se considerar digno de morrer da mesma forma que seu mestre Jesus Cristo.

Durante a república de Roma, alguns generais ameaçaram o poder do Senado, dentre eles, Sila, que se autoproclamou ditador no ano 81 a. C. Para complicar ainda mais a situação, em 73 a.C., cerca de 40 mil escravos, liderados pelo gladiador Spartacus, iniciaram a Terceira Guerra Servil, cuja horda de escravos, contava, inicialmente, com 70 gladiadores foragidos, e acabou crescendo, no final reunindo 200 mil escravos rebeldes, que saqueavam as cidades romanas encontradas no caminho e combatiam o exercito romano. 

Quando eles toparam com o General Marco Licínio Crasso, em 71 a.C., perto do Rio Sele em Lucania, a batalha aconteceu, e 60 mil escravos, incluindo Spartacus foram impiedosamente aniquilados (o corpo de Spartacus nunca foi encontrado). Os romanos perderam mil homens nessa batalha, porém 6 mil escravos foram capturados e crucificados em um só dia, ao longo da Via Apia (que leva Roma a Cápua). O fato entrou para a história, como a maior crucificação já realizada na História da humanidade. 


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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