A paradisíaca Maceió


Fundada em 1609, Maceió é um município no estado de Alagoas, região nordeste do Brasil. É a capital e a mais populosa cidade do estado. O nome vem do tupi, que significa "o que tapa o alagadiço". Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis, procedentes da Amazônia. 

No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, Maceió era ocupada pelos caetés, um desses povos tupis. No século XVII, início da colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, para carregar madeira das florestas litorâneas. 

O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar, produzido pelos engenhos locais. Em 1673, o rei de Portugal determinou a construção de um forte no bairro do Jaraguá, com isso, houve um grande desenvolvimento na região e o pequeno povoado recebeu uma pequena capela, dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, hoje padroeira da cidade. 

A vila de Maceió foi desmembrada da Vila de Alagoas (atual cidade de Marechal Deodoro), em 1815, sendo elevada à categoria de cidade, e a capital de Alagoas, em 1839, por causa do desenvolvimento do porto natural de Jaraguá, que facilitava a exportação de açúcar, tabaco, coco e especiarias. O século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. 

A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, amabilidade de sua gente e boa infraestrutura, entre outros. 
Maceió possui um arquipélago formado por nove ilhas, em uma delas, funciona um complexo hoteleiro, que é uma das grandes atrações turísticas maceioenses. Essas ilhas foram formadas por sedimentos deixados pelo Rio Mundaú e Rio Paraíba do Meio, que se acumularam, e que acabou formando o arquipélago. 

Maceió possui um grande potencial de atrair turistas, devido às suas belezas naturais, e à grande e marcante diversidade cultural, representada pelo seu rico folclore, além de seus artistas, escritores e músicos, como Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos e Jorge de Lima. 

Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, e também o artesanato, representado pelo filé e pela cerâmica que encanta a todos, por sua criatividade, originalidade e beleza. As praias são as mais bonitas do Brasil. Toda a orla marítima é enfeitada por coqueiros, que dão um toque mágico à paisagem deslumbrante. Algumas das praias ainda são primitivas, e deixam os visitantes em êxtase, e sem vontade de deixá-las. 


Tais praias são banhadas por um mar ora verde, ora azul indescritível; suas areias, brancas e finas, e os arrecifes que formam as piscinas naturais, além da imensidão de coqueirais, completam o cenário paradisíaco, e ainda conta com o conforto de quiosques, orlas e ciclovias, em meio à beleza das piscinas naturais e dos recifes de corais. 

Corais são organismos vivos, com partes duras e moles, portanto, não pise neles. Há vários ouriços nas praias, tome cuidado! Não os arranquem de seu habitat. Ajude a preservar o meio ambiente!

Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara, são as três praias mais frequentadas, elas dão aos visitantes o privilégio de intercalar um banho nas represas de água salgada com uma porção caprichada de mussulim, o marisco típico da região. Ou então, embarcar numa jangada, e ver o degrade do azul claro, até o verde escuro, nos 40 km de costa na capital. 

No total, são 230 km de litoral, 146 piscinas naturais de águas transparentes, e 58 lagoas quase intocadas, falésias, manguezais, coqueirais, e montes de areia colorida. As praias de Japaratinga e Maragogi, quase na divisa com Pernambuco, são as mais famosas. Maragogi é conhecida por suas piscinas naturais de águas mornas, abarrotadas de peixes e corais coloridos.  Japaratinga tem um clima tranquilo, de cidade interiorana, e uma das mais belas praias da região, praia de Barreiras do Boqueirão.

O centro histórico de Alagoas, e o bairro portuário do Jaraguá, concentram as principais igrejas e construções antigas da cidade. A Catedral Metropolitana foi construída na metade do século 19, e a Igreja de Nossa Senhora do Livramento, possui uma imagem da Imaculada Conceição de arrancar suspiros. 

A Igreja do Bom Jesus do Martírio, que começou como uma modesta capela, ainda preserva os raros azulejos portugueses. A cidade possui 7 museus, como o Théo Brandão, em homenagem ao folclorista Theotônio Brandão Vilela, o Museu de Arte Brasileira, e o Museu Pierre Chalita, que possui pinturas e gravuras modernas de artistas, como Tarsila do Amaral, e do próprio Chalita.

A rica cultura alagoana também é encontrada nos vários restaurantes de Maceió, principalmente no bairro de Jatiúca. O destaque, obviamente, fica por conta dos frutos do mar, cujos caranguejos locais são enormes. O peculiar caldo de sururu, um molusco encontrado nos mangues da região, é a dica para esquentar a noite de todas as formas possíveis, pois segundo os nativos o prato tem efeitos afrodisíacos incontroláveis. 

O “Bar das Ostras” é um dos melhores endereços para experimentar frutos do mar típicos da região. O “Akuaba” serve pratos consagrados da Bahia, como moquecas e outras delícias carregadas com dendê. O “Canto da Boca” preserva receitas alagoanas bem tradicionais, não deixe de experimentar a peixada. O “Wanchako” serve pratos exóticos e sofisticados, como arroz com polvo. 



  
Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute 
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