Amor, Presente Universal


Não há quem não queira entender o que  é o amor, principalmente quando se é pego de surpresa. Sentir amor, independente, da nacionalidade, crença, ou conceitos, gera os mesmos “sintomas”, independente da sociedade que você vive, dos costumes e de outros fatores. O amor é o sentimento que iguala os homens, todos possuem, mas ninguém pode explicá-lo em sua totalidade.

Há diversos tipos de amor, amor de mãe, amor de casal, de amigos, de irmãos, o amor de Deus, o nosso amor por Deus, enfim, não dá nem para enumerar, quantas possibilidades de amor existem.

Muitos tentaram explicar, segundo Platão o amor é o desejo de algo que você não possui, para ser conquistado e então assim, você se tornará pleno, ou completo. 

Para alguns líderes espirituais o amor, é a abstinência do “eu”, no caso o servo, para adoração do “outro”, no caso Deus, assim o amor seria um sacrifício do “ego”, assim como fazem monges, padres, sufistas entre outros...Deus passa a ter maior valor na vida deles, do que eles próprios. 

Segundo os cristãos:

 “O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará.” — 1 Cor 13:4-8

Segundo os sufistas:

Quando lidamos com o amor sem expectativas, cálculos ou negociações, estamos já no céu” .  Jalal ad-Din Muhammad Rumi

Segundo os muçulmanos:

Não entrarás no Paraíso, aquele que não tiver fé, e não tereis fé se não amardes uns aos outros”. Profeta Muhammad(s)

Um outro exemplo de sacrifício para a felicidade do outro ser, são as mães que realizam tarefas dificeis e ainda felizes, as encontramos fazendo de tudo, continuamente, até seus últimos dias, lutando pelos seus filhos.

Um outro amor, é entre duas pessoas, que não possuem laços de sangue, mas que por alguma razão se unem, e continuam ligadas, muitas vezes por toda a vida.

Através da teoria de Alan John Lee, um professor de sociologia, da Universidade de Toronto, e mais tarde, Susan Hendrick e Clyde Hendrick, com base na teoria de Lee, e com muitas pesquisas, uma divisão foi criada, para definir os diferentes tipos de amor:

•Eros - um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física

•Psiquê - um amor "espiritual", baseado na mente e nos sentimentos eternos

•Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão

•Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade

•Pragma - amor pragmático, que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora

•Mania - amor altamente emocional, instável; o estereótipo de amor romântico ou apaixonado.

•Ágape - amor altruísta; espiritual

Nas diferentes culturas, o amor, apesar de causar as mesmas manifestações, é descrito de várias maneiras, com várias expressões , além de ser celebrado em diversas formas. As cerimônias de um casamento ou de um funeral, são também meios de demonstrar esse sentimento tão grande e tão misterioso, porém elas variam muito, e várias supertições e costumes são ligados a este sentimento, o amor.

Na Suécia por exemplo, a mãe da noiva, dá a ela uma moeda de ouro, e o pai, uma de prata, ambas são colocadas no sapato direito, para atrair boa sorte e felicidade.

Na Coréia o noivo recebe leves cacetadas dos convidados na sola do pé, dadas com um pedaço de pau, e arrecada dinheiro para a lua de mel.

Na Índia, a noiva deve usar vermelho, pois a cor branco, está ligada a morte.

No Egito, um casamento sempre deve ser precedido, pela “Zaffa”, comitiva de músicos, com muitas vezes dançarinas de dança do ventre.

No Líbano, além da Zaffa, tem que ter muita comida no casamento, e dabke(uma dança folclórica). 

E por outro lado no Congo, os noivos não podem sorrir, para mostrar que o casamento, está sendo levado a sério. (com todo respeito, mas imaginem srsr)

Para muitas pessoas no mundo, não há necessidade de cerimônia, mas todas elas representam esse amor de alguma forma, mesmo que seja, apenas entre os amados.

Independente das diferenças nas tradições a mundo afora, o que podemos afirmar é que o amor é um presente universal, que move o mundo, pois as maiores ações tem base no amor, ou no oposto do amor, o ódio. Sentimentos tão fortes como esses, são, foram, e sempre serão a base de qualquer civilização, e de qualquer ser humano.

O ódio destrói o que o amor constrói, o amor é mais poderoso,  porém uma lição esquecida por muitos, e praticada por poucos. Oremos, que o amor seja a cultura de todos os povos, o idioma de todas as nações, e que ele prevaleça, sobre qualquer diferença, então ninguém precisará se defender, pois ninguém jamais será atacado. O amor é a chave, de todos os problemas, a grande solução, para nossa humanidade.


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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