Ataque de islâmicos radicais à ONU na Somália

Foto: Faisal Omar/Reuters

Insurgentes da milícia somali Shebab, ligada ao Al-Qaeda, atacaram uma base da ONU em Mogadíscio, nesta quarta-feira (19), deixando 9 mortos na ação mais grave contra a organização no país. Pelo menos 3 estrangeiros estão entre os mortos. Outros 3 mortos eram guardas somalis, e 3 eram civis. 
As nacionalidades dos estrangeiros ainda não puderam ser confirmadas.

O Primeiro-Ministro da Somália, Abdi Farah Shirdon, se referiu ao episódio, como um "ataque desprezível e sem sentido a inocentes da ONU", e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar "chocado". Os militantes do Shebab, que assumiram a autoria do ataque, usaram um carro-bomba e praticaram ataques suicidas para causar explosões, que abriram caminho na base fortificada de Mogadíscio. A Polícia afirmou que pelo menos 7 membros da milícia estão envolvidos no ataque. Todos morreram, no suicídio, ou baleados. 

Alertas haviam sido dados há semanas, e os funcionários da ONU faziam exercícios de segurança regulares, deslocando-se para bunkers seguros, dentro do complexo. "Nossos comandos atacaram um complexo da ONU. Nós explodimos e entramos na base", disse uma liderança do Shebab à AFP, esclarecendo que o grupo agiu para atacar "as forças infiéis". Um repórter da AFP viu vários corpos ensanguentados sendo carregados em macas improvisadas, e informou que um intenso tiroteio começou depois de uma série de explosões, enquanto os militantes entravam em combate com as forças de seguranças. "Alguns dos 'kuffar brancos' (incrédulos), que tentaram lutar contra os mujahedines dentro dos escritórios, foram mortos e jogados para fora do complexo", afirmou o Shebab em sua página do Twitter. A capital da Somália tem sido alvo de vários ataques suicidas, e com carros-bomba, embora nas últimas semanas a cidade tenha estado relativamente calma. 

Os militantes do Shebab chegaram a controlar a maior parte da capital, até que o grupo abandonou suas posições em 2011. Porém, os insurgentes vêm, desde então, realizando uma série de ataques contra o governo auxiliado pela ONU. O Primeiro-Ministro somali condenou os ataques, e disse: "A ONU é nossa amiga e parceira, e suas agências nos oferecem ajuda humanitária e suporte, então, eu e todos os somalis estamos revoltados por eles terem se tornado alvos, e vítimas, de tamanha barbárie", declarou o Premiê, em um comunicado.

Esses islâmicos radicais, em todo o mundo, recebem apoio financeiro, treinamento e armamento do governo americano, que os beneficiam, com a justificativa de se tratar apenas de uma ajuda. Porém, se qualquer figura terrorista desta, pisar nos EUA, são imediatamente presos, torturados e mortos. Mas fora da America, eles são pessoas que lutam por liberdade e necessitam de ajuda. Que mal fizeram os soldados da ONU para morrerem de tal maneira? Quem é o responsável? 


Therese Mourad
Gazeta de Beirute

Fonte: Euronews e France presse
Share on Google Plus

About beirut lebanon

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comments:

Postar um comentário