Bashar al-Assad

Hoje no especial quem é quem, vou contar um pouco de um político, que não é libanês, mas está envolvido, na política do Líbano intensamente,seu nome é:Bashar al-Assad



Nascido em Damasco - Síria, em 11 de Setembro de 1965, numa família muito envolvida com a política, Bashar não tinha intuito de seguir a mesma carreira política de seu pai, que seria então, sucedido por seu irmão, Basil al-Assad. Após terminar o colegial, e ingressar na faculdade, Bashar terminou o curso de Oftalmologia, que iniciou na Síria, na Inglaterra. 

Após a morte de seu irmão, num acidente de carro em 2000, toda a “herança política” da família foi deixara para Bashar, que se tornou o sucessor de seu pai, assumindo o cargo de General do Estado Maior e Chefe Supremo das Forças Armadas Sírias.

Em 17 de Julho de 2000, ele tomou posse de seu cargo, após ser nomeado como único candidato pelo Partido Árabe Socialista (o único partido do regime) à Presidência da República. No mesmo ano, ele casou-se com Asma Al-Assad. A política de Bashar, inicialmente, era promissora e reformista, em comparação com a visão de seu pai, e antecessor.

No entanto, sua tarefa não era nada fácil. De um lado, havia o Líbano e o Hezbollah com sua ligação com o Irã, e do outro, Israel e Estados Unidos, e os países árabes (com relações diplomáticas com Israel).

Após o assassinato de Rafik Hariri, as tropas sírias deixaram o Líbano, e muitos libaneses, acusaram o regime sírio de estar por trás desse atentado. Outros afirmaram que a explosão, que matou Rafik Hariri, teria sido causada pelas forças israelenses. Mas a Síria sempre teve grande envolvimento na resistência, contra Israel. 

Tudo isso, causou uma forte pressão sobre Bashar, mas ele se manteve em sua posição, e foi reeleito em um referendum convocado no dia 27 de Maio de 2007, onde ele conseguiu 97% de aprovação, embora ele tenha concorrido sozinho. Durante o seu mandato antes da guerra, não havia divisões sectárias, apesar das diferentes comunidades existentes no país, todos viviam em paz. 

Havia várias universidades e hospitais públicos; e diferente do Líbano, na Síria não faltava eletricidade e água. Apesar de não haver liberdade de expressão, como alguns desejavam, muitos estavam satisfeitos. 
Não havia discussões religiosas, porque era proibido, como em qualquer ditadura. Mas o povo nunca foi miserável, como é o caso da Arábia Saudita, onde grande parte do dinheiro se concentra nas mãos de príncipes, que constituem apenas 1% da população. 

Porém, em 2011, diante de vários protestos no mundo árabe, por reformas democráticas, Bashar al-Assad e seu partido, prometeram que iriam promover reformas, mas como houve muita lentidão nesse processo, e muitas coisas não foram realizadas, opositores ao seu governo, protestaram pela sua retirada. 

E nesses protestos, o exército sírio compareceu, e tentou repreender os manifestantes, e uma onda de violência se iniciou, e cresceu. Como resultado, países europeus e os Estados Unidos, adotaram sanções contra a Síria. Quando os protestos se transformaram, em revolta armada, o exército tentou contê-los, também com uso de força, o que só deteriorou ainda mais a situação. 

Vários países acusaram o exército sírio de cometer crimes contra seu próprio povo, e parte da comunidade internacional, e a oposição interna do seu país, começaram a pedir a sua renúncia imediata. 

Mas Bashar se recusou, e afirmou que continuaria na luta, e em diversos momentos, o ditador afirmou que seu país é vitima de uma "conspiração estrangeira", envolvendo terrorismo, com o objetivo de desestabilizar a Síria, e enfraquecer toda a região, frente à Israel. Após dois anos de guerra, e mais de 80 mil mortos, os confrontos ainda continuam, e hoje lutam na síria, homens de todas as nacionalidades. 

A opinião mundial está dividida, a Rússia tem apoiado o regime, enquanto os Estados Unidos apoiam a oposição. Para alguns, Bashar é um assassino, para outros, ele é um defensor de causa. Mas independente de sua definição, esta guerra parece não ter fim. 

Em seu último discurso, Bashar afirmou que talvez saia do cargo em 2014, ou talvez ele seja reeleito pelo povo. Uma esperança, que ele ainda parece ter...


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
Share on Google Plus

About beirut lebanon

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comments:

Postar um comentário