Dupla Personalidade


Esse transtorno existe? A resposta é SIM! E é muito mais comum do que a gente imagina!

O transtorno dissociativo de identidade, originalmente denominado transtorno de múltiplas personalidades, e conhecido popularmente, como dupla personalidade, é uma condição mental onde um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades, ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.

Dupla personalidade (alter ego, lado dark, o outro “eu”, ou qualquer outro nome que você queira chamar), como o próprio nome já diz, é uma personalidade paradoxal e confusa, desenvolvida na mente de pessoas, que pensam que elas são duas entidades, habitando o mesmo corpo. Também pode ser definido como o caso da criatura que faz uma espécie de personagem, de forma tão convincente, que confunde a cabeça das demais pessoas sobre quem ela, de fato, é. Acaba-se acreditando assim, que são duas pessoas diferentes mesmo, embora mantenha uma leve consciência, de que isso não existe.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam este transtorno não tem ligação com a esquizofrenia, psicopatologia, com o qual o transtorno de dupla personalidade é comumente confundido. É importante destacar que cada personalidade que faz parte deste transtorno é completa, ou seja, possui suas próprias memórias, comportamentos e gostos, de maneira complexa e muito bem elaborada. As personalidades são também independentes uma da outra, sendo possível terem comportamentos completamente opostos nas mesmas situações.

Dupla personalidade faz com que todos nós tenhamos medo das pessoas
Experiências que tivemos em nossas vidas, com pessoas assim, nos fizeram ter muito medo. Pessoas que primeiro nos amavam, e depois nos odiavam, ou pessoas que nos tratavam na base de xingamentos e depois disso, davam todo o carinho e atenção possível.

A personalidade múltipla, ou dupla personalidade, é um transtorno mental de difícil diagnóstico, atualmente é classificada, como transtorno dissociativo de identidade, e tornou-se um diagnóstico oficial da Associação Americana de Psiquiatria, em 1980.

O que esperar de pessoas assim? Dormir atento, não saber se vai receber um presente da pessoa, ou um tiro, podemos ter uma hipótese ainda mais amedrontadora, como uma bomba embrulhada em um papel de presente. E assim é a vida, às vezes estamos rodeados de admiradores, e outras vezes, recebendo atiradores em nossas casas. Claro que eu nunca recebi atiradores em minha casa, o máximo que aconteceu comigo, foi receber emails e telefonemas ameaçadores, receber ninjas em minha casa, que se fingiam de amigos, e, no entanto, tinham o intuito de plantar a discórdia.

Voltando as pessoas com dupla personalidade, apesar de eu não ter recebido
atiradores em minha casa, apenas ninjas, diversas outras pessoas, já se deram mal. Saindo de nossas experiências, e indo para a história, temos um caso de um célebre personagem, que talvez não tivesse dupla personalidade, mas que agiu como o tal. Ele andava com Jesus, o via curar, fazer milagres, sabia que ele era o filho de Deus, mas mesmo assim, o trocou por dinheiro, e depois que viu Jesus sendo preso, brigou para soltarem-no, e nem quis ficar com o dinheiro que recebeu. Logo após isso, se matou.

Possível Origem: Tudo começou em meados do Século XIX, época em que os hospícios mais lotaram, quando alguns dementes começaram a brincar com magia negra, a fim de terem seus corpos possuídos pela reencarnação de deuses-maias, faraós, cavaleiros templários, sexos opostos, e até animais. Depois de um tempo, a ciência resolveu aprimorar a técnica, e deu no que deu: Começou a nascerem ainda mais aberrações de circo doentias, com o encéfalo reduzido a 0,00000001%, sem contar os mutagênicos, que cresciam em números absurdos (tanto que nem o Instituto Xavier deu conta). No final das contas, acabou virando moda ter duas pessoas no mesmo corpo (não confunda com "mãe grávida de gêmeos"), e ficou ainda mais complicado identificar quem possuía essa maldita anomalia, ou não. 

Causas: Embora muitos estudiosos disputem a existência do controverso diagnóstico, o Transtorno Dissociativo de Identidade, tem sido atribuído por alguns à interação de diversos fatores, dentre os quais:

•Estresse intenso;

•Capacidade dissociativa (incluindo a habilidade de não relacionar memórias, percepções ou identidades conscientemente);

•Falta de compreensão ao enfrentar situações limites na infância;

•Falta de proteção frente a situações limites, também na infância.

Crianças não nascem com um senso de identidade unificado, elas se desenvolvem, a partir de muitas fontes e experiências. Em crianças oprimidas tal desenvolvimento é obstruído, e muitas das partes que deveriam ser fundidas numa única identidade relativa, acabam por permanecer em separado. Acredita-se que cerca de 7% da população mundial, experimenta um episódio de Distúrbio Dissociativo durante sua vida. Da mesma forma que outros transtornos dissociativos, o transtorno dissociativo de identidade ou a dupla personalidade, podem trazer prejuízos graves ou incapacitação de funções cognitivas, e perceptivas para a pessoa.


No entanto, algumas pessoas com Transtornos Dissociativos e com dupla personalidade, conseguem ter relações sociais consistentes, e até mesmo empregos de alta responsabilidade, contribuindo para a sociedade em uma variedade de profissões, como por exemplo, nas artes, no serviço público, empresas, etc. Essas pessoas conseguem manter e assegurar seus contatos sociais, parecendo ser normais, e interagindo com colegas, vizinhos e outras pessoas de forma natural. Existe a incapacidade de recordar informações pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente, para ser explicada pelo esquecimento normal. 

A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância, ou de uma doença orgânica, ou psíquica, específica. Está mais vezes associada à síndrome de stress pós-traumático, e está profundamente ligada ao emocional.  São traumas psíquicos frequentemente adquiridos na infância, e que ficam numa espécie de congelador cerebral, devido a um stress de tal ordem insuportável, que a criança não o consegue explicitar, após esse choque emocional. 

E por não conseguir lidar com tal situação, mais tarde na idade adulta, ela reaparece sob uma forma de dissociação de consciência, onde ele tende a se proteger do mesmo, criando a partir do trauma, novas identidades, denominadas alteres ego, para que a estas, caiba à sustentação de todo peso emocional. É um mecanismo de defesa, por meio do qual a pessoa tenta resolver os problemas que haviam ficado suspensos, criando personalidades alternativas, e que na infância se é incapaz de fazer.


Dra.Lea Mansur
Gazeta de Beirute
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