Edward Snowden há uma semana no aeroporto de Moscou


Desde o último domingo (23), Edward Snowden, está na zona de trânsito do Aeroporto Internacional de Moscou, completando uma semana perdido, sem saber o seu próximo destino. O Ex-Funcionário da Agência Nacional de Segurança americana pediu asilo político ao Equador. Entretanto, seu pai vem tentando negociar com o governo de Obama, condições para que Snowden compareça perante a justiça americana. 

A família do ex-funcionário da CIA impôs três condições, ao Departamento de Justiça dos EUA, para o retorno do jovem: Que ele não seja preso antes de ser julgado, que o caso não se desenrole em segredo, e que o local do julgamento seja definido por Snowden. O Presidente do Equador, Rafael Correa, declarou que Snowden revelou o maior caso de espionagem da história, e que estava disposto a receber o jovem em seu território. Outro país que poderia lhe conceder asilo é a Venezuela, mas segundo a agência russa Interfax, Snowden não deixará a Rússia, antes de se reunir com diplomatas de algum de seus prováveis destinos. 

Uma terceira saída seria a assinatura de um tratado de extradição entre EUA e Rússia. Em Maio do ano passado, a Procuradoria Geral da Rússia ofereceu aos americanos formalizar um tratado bilateral de extradição, visando uma parceria de cooperação, na luta contra o crime. Porém, Washington se recusa assinar um tratado com Moscou, pois a Constituição russa proíbe a entrega de seus cidadãos a outros países, mesmo tendo cometido delitos muito graves em território estrangeiro. 

A União Europeia era um dos objetivos da Agência Nacional de Segurança americana, acusada de espionar as comunicações eletrônicas mundiais, dentro do programa Prism. As acusações constam em documentos confidenciais, que puderam ser vistos por uma conceituada revista alemã, graças a Snowden, autor das revelações sobre o Prism. Em um desses documentos, datado de setembro de 2010, e classificado como "estritamente confidencial", a NSA descreve como espionou a representação diplomática da UE em Washington. 

Para realizar a espionagem, utilizou microfones escondidos, e invasão à sua rede de informática; o que permitiu acesso aos correios eletrônicos e documentos internos. A NSA teria estendido suas operações até Bruxelas. Há mais de cinco anos, os especialistas em segurança da UE descobriram um sistema de escuta na rede telefônica e na internet do prédio, Justus-Lipsius, sede principal do Conselho da União Europeia, que atingia até o quartel-general da OTAN, na periferia de Bruxelas.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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