Estrangeiros deixam o Egito devido à violência


O numero de estrangeiros que estão deixando o Egito, em virtude da crescente violência do país também vem aumentando, cujos voos para os países do Golfo, EUA e Europa, sempre estão lotados, de acordo com declaração do Aeroporto do Cairo. Dentre os estrangeiros que estão deixando o Egito, há diversos funcionários da Embaixada norte-americana e seus familiares, e o Departamento de Estado dos EUA, vem pedindo aos cidadãos americanos para viajarem ao Egito, somente em casos absolutamente necessários.

Foi orientado também, que os cidadãos norte-americanos não se envolvam em manifestos e protestos, por mais pacíficos que eles possam ser, seja durante ou após protestos, porque eles podem eclodir em violência instantaneamente. O mesmo foi orientado pelo Ministério do Exterior em Berlim, aos seus compatriotas alemães no Egito. Três pessoas morreram em protestos contra o governo Morsi no último dia 28, inclusive um cidadão norte-americano de 21 anos, estagiário da Amideast, que ensinava inglês para crianças; que foi esfaqueado com um facão enquanto fotografava os manifestantes. No dia seguinte (sábado), opositores de Morsi ainda estiveram acampados na Praça Tahrir.

Um jornalista egípcio foi morto em Port Said, e outro cidadão egípcio, também foi morto em Sidi Gaber, Alexandria, durante uma pancadaria. Além dos 3 mortos, cerca de 140 pessoas ficaram feridas nos confrontos, onde dezenas de milhares de  opositores no Cairo protestavam contra o governo Morsi. Diversos escritórios do Partido da Justiça e Liberdade, braço político dos irmãos muçulmanos, foram incendiados. Os protestos visam incentivar a renúncia de Morsi, porém, ele almeja as eleições. 

Cerca de 20 mil pessoas se reuniram diante da Mesquita Rabia el-Adawiya numa manifestação pró Morsi, e milhares de apoiadores do partido islâmico participaram de uma manifestação num subúrbio do Cairo, com o slogan: “A Legitimidade é a linha vermelha”. Entretanto, os protestos foram acusados pelos oradores, de o mesmo ter apoio do exterior, por países que não querem o bem do Egito, e enfatizaram que Morsi não renunciará antes de 4 anos, fim de seu mandato.

Organizações de Direitos Humanos reprovam a atuação de Morsi, segundo um Porta-Voz dessas organizações, em alguns setores, a situação dos Direitos Humanos já se deteriorou no primeiro mandato de Morsi, que autoriza torturas e maus-tratos com os detentos, na ordem do dia, e cujos soldados envolvidos, nunca são encontrados ou são punidos. 

A RSF – Repórteres Sem Fronteiras, uma organização de jornalistas, afirmou que a liberdade de expressão no Egito teve um ano perdido, mas a nova Constituição *outorgada pelo governo britânico e aprovada não protege jornalistas de ataques e calunias, bem como difamação. A controversa Constituição outorgada pelo governo islâmico foi aprovada em referendo, no final do ano passado. 

Desde então, as vozes críticas não se calaram. No domingo dia 30, data que registra um ano do presidente ligado à irmandade muçulmana, estiveram agendados varias outras grandes manifestações em todo o país. 

"O protesto agendado para o ultimo domingo (30) marcou um recorde surpreendente: 17 milhões de pessoas nas ruas, o maior protesto da história da humanidade!"



Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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