Hashem al-Salman, um mártir para todos


O Partido Opção libanesa formado por xiitas, manifestou em frente à embaixada iraniana, na Zona Sul de Beirute, em Bir al-Hassan, neste último domingo (23).

A manifestação foi realizada em memória da morte do membro do partido, Hashem al-Salman durante uma manifestação em frente a embaixada, há duas semanas.

Dezenas de apoiantes do partido, ativistas da sociedade civil e membros da família de Salman chegaram na frente da embaixada, onde colocaram flores perto do estabelecimento.

Seus amigos, e membros de seu grupo, cantaram o hino nacional libanês antes de partirem . O Exército compareceu em massa.

Em 9 de junho, Salman foi morto e pelo menos onze pessoas ficaram feridas em uma briga entre simpatizantes do Hezbollah e manifestantes perto da embaixada iraniana em Beirute.

Os manifestantes, apesarem de serem xiitas, protestavam perto da embaixada contra o envolvimento do Hezbollah na guerra travada na Síria.

O Partido Opção libanesa é liderado pela coalizão 14 de Março. Todos os partidos do Líbano, inclusive o Hezbollah, denunciaram esse ato, e a morte do rapaz.

Em seu último discurso, o líder do Hezbollah, afirmou:

“Não há problema nenhum, que as pessoas tenham diferentes opiniões, isso que fizeram com Hashem al-Salman, nós condenamos”.

No Líbano, raramente, os partidos possuem a mesma visão. Quando alguém  é morto por uma causa, ele geralmente se torna um mártir apenas para o partido ou religião que ele pertencer, para o outro partido, ele não é um herói, muito pelo contrário, morreu traindo a pátria.

No caso de Hashem, ele se tornou um mártir libanês, pois todos os partidos concordaram que o jovem, morreu oprimido, e não lutava com armas, apenas expressava sua opinião de forma pacífica. 


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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