Israel teme confrontar o Hezbollah nas Colinas de Golã

Foto: trust.org

O contínuo confronto entre os rebeldes e as tropas sírias, nas colinas de Golã, levou o contingente austríaco da UNIFIL a declarar que irá retirar os seus 377 soldados do posto de controle da ONU da região. 

A deterioração da segurança dos soldados se tornou inaceitável, visto que seus movimentos, não estão mais seguramente garantidos segundo declarou conjuntamente, o Chanceler Werner Faymann, e o Vice-Chanceler Michael Spindelegger. 

Em Manila, o governo filipino disse na última sexta-feira (7), que estava pensando em retirar suas tropas, com 341 soldados, depois que um soldado filipino foi ferido por estilhaços, no feroz combate, ocorrido na última quinta-feira (6). 

A fronteira síria israelense foi brevemente tomada por rebeldes, e na sequência, retomada pelas tropas do governo, com uma tensa rodada de fogo cruzado, que também feriu levemente, um soldado indiano. Outros contribuintes para a missão, nesta região, incluem as tropas da Índia, do Marrocos e da Moldávia.

A declaração do contingente austríaco causou uma celeuma em Israel, cuja preocupação agora é a de que o contingente filipino também tome o mesmo caminho, o que levou o governo de Israel a solicitar a ONU, uma solução imediata para a situação. 

A retirada das tropas austríacas da UNIFIL, da região de Quneitra, elevou a preocupação do governo israelense em relação à segurança ao longo de sua linha de cessar fogo com a Síria. O exercito permaneceu em estado de alerta na região, durante toda a sexta-feira, com reforço de suas tropas, tanques, e uma unidade de mísseis antitanque. 

Arye Shalicar, Porta-Voz do exército israelense, afirmou estar atento a tudo o que se passa na região, além, de estarem preparados para qualquer movimento hostil, porém, ele demonstrou-se muito preocupado com os jihadistas e islâmicos, que estão lutando do lado rebelde, além das forças do governo sírio, que são apoiados pelo Hezbollah. 

"Nós, certamente, não queremos ter o Hezbollah em duas frentes", disse ele, referindo-se a presença do grupo no sul do Líbano. 

Jacques Nerias, um Coronel da Reserva israelense, e Ex Analista da Inteligência Militar, alertou que a zona não pode ficar sem observadores, ainda que a Síria não tenha interesse em ter tensão com Israel, será muito perigoso, caso os filipinos também se retirem da região, e reforçou a solicitação de que uma solução imediata seja tomada pela ONU, nesta questão. 

Quneitra é a única travessia ao longo da linha de cessar-fogo, e a região vem sendo observada e acompanhada pela UNIFIL, desde 1974, no controle pacífico do cessar fogo entre Israel e Síria. E de fato, ela é usada, quase que exclusivamente, por moradores drusos das Colinas de Golã, ocupadas por Israel, que estão autorizados a atravessar para estudar, trabalhar ou casar. 

Nos últimos meses, dezenas de civis sírios tentaram entrar em Israel, por Quneitra, como aconteceu nesta última quinta-feira (6). Mas eles foram rejeitados pelo exército israelense, que manteve a fronteira fechada durante toda a sexta-feira (7), além de continuar alertando, repetidamente, os agricultores sírios, sobre não transitar, excessivamente, próximo a linha do cessar-fogo.

Em Moscou, o Presidente Vladimir Putin, propôs que as forças de paz russas substituíssem os austríacos, porém, a Rússia não tem autoridade para enviar um contingente russo para a região, sem a aprovação da ONU, e da concordância dos representantes de Israel e da Síria. 


Claudinha Rahme 
Gazeta de Beirute 

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