Líbano, um país dominado por mulheres?Ainda não.


O número de mulheres, que vão participar nas próximas eleições parlamentares aumentaram, comparando-se com as últimas eleições, essa vez serão 43 mulheres, disputando por um assento no parlamento libanês, um recorde na história do país.

Entre 706 pessoas, 43 serão mulheres, é um número muito pequeno se compararmos a diversos países, no entanto, já melhorou. Em 2009, eram apenas 12 mulheres, que se apresentaram para candidatura.

Apesar do aumento da presença feminina no Parlamento, o índice da participação da mulher na vida pública no país, é baixíssima. O que gera graves problemas, na sociedade como um todo, onde há mais mulheres do que homens. Além disso, há diversas leis, que são especificamente relacionadas com a vida da mulher. Como conceder a nacionalidade a seus filhos, ou simplesmente leis que devem preservar os direitos  das mulheres, contra a violência doméstica, entre outras.

Apesar dos grandes problemas enfrentados pelas mulheres aqui, elas continuam persistentes, e buscando cada vez mais, participar na política.

Vale destacar, que em todas as Universidades do Líbano, a maior parte dos estudantes, são do sexo feminino. Muitos jovens, especialmente do sexo masculino, optam por trabalhar, ao invés de estudar, pela difícil situação econômica que o Líbano se encontra.

Será que daqui alguns anos, o Líbano, será governado por mais mulheres? Tudo indica que sim, mas ainda há muito para ser conquistado.

Quem vem ajudando muito nessa idéia, é a Organização não Governamental: “Women in Front”, ou seja, “Mulheres na Frente”, que possui vários projetos, para elevar a situação da mulher na política do país, e em todas as áreas.

E apesar, desses esforços, as mulheres terão que esperar, a eleição no Líbano, que era para ser realizada em Maio, mas foi adiada, o que gerou revolta para todos os candidatos, e muitos deles estão protestando, claro, com a participação das candidatas mulheres.

Uma delas, Laury Haytayan, criticou os atuais membros do Parlamento: " Nós devemos reagir ao que está acontecendo. Eles não fizeram o trabalho devido, de  encontrar uma lei eleitoral moderna. Eles falharam em todos os aspectos, socialmente, economicamente, politicamente, e agora eles estão dando-se o direito de prorrogar. É um tiro na democracia", disse Haytayan. 

Atualmente a participação das mulheres no Parlamento, é de apenas 2%.

Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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