O Charme de Gravatá - PE

Foto: Andréa Dallevo

Você deve estar pensando que existe algum erro com a imagem da cidade e a localização, certo? Bem, temperaturas amenas no sul do Brasil não é novidade, mas em pleno agreste pernambucano sim! 
A cidade nordestina de Gravatá, no estado do Pernambuco, está localizada há 80 km da capital Recife, na rodovia que liga Recife a Caruaru; e por ela estar situada no planalto da Borborema, possui temperaturas pouco altas no verão (até 24 ºC), e baixas no inverno (até 10 ºC). 

Sua belíssima paisagem atípica, em relação às demais cidades do estado, surpreende e dá um charme singular à cidade, que é cercada de matas, piscinas naturais e cachoeiras, um lugar perfeito para a prática de MotoCross, rapel, ciclismo, trilhas, caminhadas a pé ou a cavalo. Gravatá tem 85 mil habitantes aproximadamente, e é uma das cidades do Nordeste que mais cresce com o turismo, que aquece a economia da cidade durante todo o ano. 

A cidade ainda conta com um belo artesanato local, com objetos de decoração, inspirados no folclore nordestino, que encanta e surpreende os turistas, inclusive com o Polo moveleiro, que produz moveis rústicos de madeira maciça, e outros, feitos com fibras naturais, como junco, vime, ratã, e cana da índia, que são extremamente sedutores. 

Em Gravatá, você encontra uma variedade de queijos e vinhos surpreendente, que agrada os mais exigentes paladares, sem deixar de lado, a excentricidade da gastronomia nordestina, como a famosa buchada de bode! A gastronomia de Gravatá também vale a pena apreciar. Após as compras no Polo Moveleiro, se dê ao luxo de experimentar um almoço delicioso no restaurante “Charque da Dona Neuza - Mãe do Serginho”. Um dos pratos da casa é o Charque Roupa Nova, que acompanha farofa de jerimum, macaxeira frita, queijo de coalho, manteiga da terra, feijão, arroz, vinagrete.  

Breve Resumo Histórico:
Em meados do século XVIII, José Justino Carreiro de Miranda, tomou posse da Fazenda Gravatá, local  que servia de hospedagem aos viajantes que iam comercializar o açúcar e a carne bovina (principais produtos da época), do Recife ao interior. Como a navegação pelo Rio Ipojuca era difícil, os comerciantes eram obrigados a fazer paradas estratégicas na Fazenda Gravatá, para evitar que o gado perdesse peso.

Entre 1816 e 1822, uma capela em homenagem a Santa Ana foi construída, por João Félix Justiniano, filho de José Justino, e na sequência, as terras da fazenda foram dividas em 100 lotes, e vendidas aos moradores, dando início ao povoado de Gravatá, que era um distrito da cidade de Bezerros. 

Em 1857, o povoado de Gravatá foi elevado à categoria de freguesia, e em 1884, a freguesia foi elevada a categoria de cidade; embora sua emancipação política só tenha se dado em 1893. No final do século XIX, com a construção da ferrovia que ligava Recife ao sertão pernambucano, a cidade foi crescendo e demonstrando sua vocação para o turismo. 
Alguns atrativos da cidade:

Alto do Cruzeiro: Onde se encontra a estátua do Cristo Redentor, que pode ser acessada pelos 365 degraus da Escadaria da Felicidade, onde ainda é possível provar a gastronomia local  dos restaurantes além de contemplar o pôr do sol.

Polo Moveleiro: Onde são comercializados os móveis rústicos em madeira maciça, tais como maçaranduba, Angelim e outros.

Estação do Artesão: Encontra-se na antiga estação ferroviária, ao lado do Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar, onde os artesãos locais comercializam suas peças.

Memorial da Cidade (Casa da Cultura): Localizado no antigo prédio da Cadeia Pública.

Balneário de Dona Nadir: Situado a 12 km da cidade, com piscinas naturais e bicas.

Cachoeira da Palmeira: Fica a 15 km da cidade, e é explorada comercialmente.

Arquitetura de séculos passados: Sede da Prefeitura (1908), Igreja Matriz de Sant'Ana (1810), casarios da Avenida Joaquim Didier e a Capela do Cruzeiro.

Trilhas: Existem 14 túneis, por onde passava a Ferrovia, que foi desativada, e onde hoje, várias pessoas se reúnem para fazer trilhas nos túneis, sendo 2 deles de ligação à cidade de Pombos. A Ponte Cascavel é o local ideal para a prática de rapel.

Haras das Acácias: Possui uma cidadezinha cenográfica ao estilo faroeste e dispõe de cavalos treinados. Os avestruzes do haras são uma atração à parte. À noite, quando a temperatura cai, é o momento ideal para experimentar a fondue local. 








Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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