Paulo Coelho – Do Brasil para o Mundo!

Paulo Coelho é um escritor, literalista, e jornalista brasileiro. O sucesso de seus trabalhos, o tornou mundialmente famoso. Nascido no Rio de Janeiro, em 24 de Agosto de 1947, filho do Engenheiro, Pedro Paulo Coelho, e de Lígia Coelho, Paulo estudou no Rio de Janeiro, e é casado desde 1981, com a Artista Plástica, Christina Oiticica. 

Oitavo ocupante da Cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 25 de Julho de 2002, na sucessão de Roberto Campos, e recebido em 28 de Outubro de 2002, pelo Acadêmico, Arnaldo Niskier. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como Diretor e Autor de Teatro, Jornalista e Compositor. 

Escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da musica brasileira, como Elis Regina, e Rita Lee. Seus trabalhos mais conhecidos na música, porém, veio através das parcerias musicais com o amigo, Raul Seixas, que resultou em sucessos, como “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Gita”, “Al Capone”, e outras 60 músicas, com o falecido mito do rock brasileiro. 

Paulo foi ainda, Diretor da Companhia Discográfica CBS, e do Jornal Express Underground, Professor de Teatro e Secretário de Redação do Jornal O Globo. Fundou a Revista 2001. Atualmente, tem uma coluna semanal em O Globo, e em outros 48 jornais brasileiros. Escreve também, para jornais do México, Argentina, Chile, Bolívia, Polônia, Itália, Espanha, Venezuela, Grécia, Taiwan, România, Alemanha, e outros dez países. Seu fascínio pela busca espiritual, desde a época em que viajava pelo mundo como um hippie, resultou numa série de experiências, em sociedades secretas, religiões orientais, etc.

Em 1982, Paulo editou sozinho seu primeiro livro, “Arquivos do Inferno”, que não teve qualquer repercussão. Em 1985, participou do livro “O Manual Prático do Vampirismo”, que mais tarde mandou recolher, por considerá-lo “de má qualidade”. Em 1986, fez a peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, e a partir dessa experiência marcante, escreveu “O Diário de um Mago” e “O Peregrino”, em 1987. 

No ano seguinte, publicou “O Alquimista”, que se transformou no livro brasileiro mais vendido de todos os tempos. Outros títulos se sucederam: “Brida” (1990), “As Valkírias” (1992), “Na margem do Rio Piedra, eu sentei e chorei” (1994), “Maktub” (coletânea das melhores colunas publicadas na Folha de S. Paulo, 1994), uma compilação de textos seus em “Frases” (1995);

E também, “O Monte Cinco” (1996), “O Manual do Guerreiro da Luz” (1997), “Veronika Decide Morrer” (1998), e “O Demônio, e a Srta. Prym” (2000), a coletânea de contos tradicionais em “Histórias para Pais, Filhos e Netos” (2001), “Onze Minutos” (2003), “O Gênio e as Rosas” – ilustrado por Mauricio de Souza (2004), “O Zahir” (2005), “Ser como um rio que flui” (2006), “A Bruxa de Portobello” (2007), “O Vencedor está só” (2008) e “O Aleph” (2010).

Paulo Coelho conseguiu ter três títulos ao mesmo tempo, nas listas de mais vendidos na França, Brasil, Polônia, Suíça, Áustria, Argentina, Grécia, e Croácia. De acordo com a revista francesa Lire, ele foi o segundo escritor mais vendido do mundo em 1998. Sua obra foi traduzida em 69 línguas, e editada em mais de 150 países. Fato notável em sua vida foi o de ter sido o primeiro escritor não muçulmano que visitou o Irã, desde a revolução islâmica de 1979. Fez também a adaptação de “O Dom Supremo” (Henry Drummond), e “Cartas de Amor de um Profeta” (Khalil Gibran). 

“O Alquimista” é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 18 países. Tem sido elogiado por pessoas tão diferentes como o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Kenzaburo Oe, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Shimon Peres, a cantora Madonna e Julia Roberts, que o consideram como escritor favorito. 

The Graduate School of Business of the University of Chicago, recomenda seus livros, em seu currículo de leitura, além de também ter sido adotado por escolas da França, Itália, Brasil, Estados Unidos, dentre outros países. Já foi fonte de inspiração de vários projetos – como um musical no Japão, peças de teatro na França, Bélgica, EUA, Espanha, Portugal, Taiwan, Turquia, Itália, Suíça. 

Paulo foi ainda, tema de duas sinfonias, na Itália, com uma peça clássica do italiano Irlando Danieli, para o Scala de Milão, e nos EUA, onde a BMG Classics, lançou o CD “A Sinfonia do Alquimista”, pelo compositor Walter Taieb, inspirada em seu enredo. Os direitos de filmagem de “O Alquimista” foram adquiridos pela Warner Brothers, que está desenvolvendo o roteiro do filme “Onze Minutos”, pela Hollywood Gang Production, “Verônika Decide Morrer”, pela Muse Productions; e “Monte Cinco”, pela Capistrano Productions.

Paulo Coelho pertence ao Board do Instituto Shimon Peres para a Paz, é Conselheiro Especial da UNESCO, para “Diálogos Interculturais e convergências espirituais”, e membro da diretoria da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship, que distribuiu anualmente um prêmio de U$ 1 milhão para empreendedores sociais. Como também entrou para o Guiness Book of Records, como o autor que mais assinou livros em edições diferentes, e em 2008, ele entrou pela segunda vez para o Guiness Book pelo seu livro “O Alquimista”, como o livro mais traduzido no mundo (69 idiomas). 

Ele ainda mantém o Instituto Paulo Coelho, uma instituição sem fins lucrativos, financiada exclusivamente pelos direitos autorais do escritor. A ideia central não é fazer caridade, mas dar oportunidade às camadas menos favorecidas e excluídas da sociedade brasileira. Desta maneira, o Instituto concentra sua verba em: Infância e terceira Idade. 

Atualmente, o Instituto Paulo Coelho apoia e ajuda financeiramente, pessoas menos favorecidas da terceira Idade, e é Co Patrocinador do Projeto Creche Escola Meninos da Luz, Lar Paulo de Tarso (favela Pavão-Pavãozinho, Rio de Janeiro), que cuida de 400 crianças.

De 1995 até 2009, Paulo Coelho recebeu diversos prêmios, nacionais e internacionais, e o curioso, é que o número de prêmios recebidos, corresponde ao o mesmo número de idiomas para os quais suas obras já foram traduzidas ao redor do mundo: 69!


Therese Mourad. 
Gazeta de Beirute.
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