Santarém – PA


Fundada pelo Padre João Felipe Bettendorff, em 1661, e chamada a princípio de "Aldeia dos Tapajós", Santarém foi posteriormente rebatizada com este nome, em homenagem a cidade portuguesa de mesmo nome. Localizada no coração da bacia do Amazonas, entre Belém e Manaus, à margem direita do Rio Tapajós, a cidade de Santarém, ou “Pérola dos Tapajós”, como é carinhosamente chamada, é a terceira maior cidade do estado do Pará. Santarém, cuja população é de 294.580 habitantes, em seus 77 km² de perímetro urbano, é famosa por um dos vários espetáculos da natureza na região: o encontro dos rios que não se misturam. 

De um lado o Amazonas, com suas águas barrentas e de outro, o Tapajós com as águas azul-esverdeadas. A briga das águas acontece bem na frente da cidade, onde os rios se encontram. O verde das águas do Tapajós se nega a misturar-se com o amarelo-barrento do Amazonas. E a disputa continua por vários quilômetros. Tudo por causa da diferença de temperatura, densidade e sedimentação das águas. O espetáculo acontece tão próximo às margens, que é possível assisti-lo da cidade mesmo. Mas um passeio de barco, para conferir o famoso encontro, é indispensável. 

O roteiro dos barcos inclui o igarapé Açu, onde garças, mergulhões, rouxinóis, e outras aves, alçam voo a toda hora, e ainda onde se podem ver, nas margens, muitas palafitas, além de uma igreja com barracão de festas fincada na água. Durante as 2hs de passeio de barco, é possível saborear frutas silvestres da região, como a mari-mari (uma vagem verde comprida, com sementes de polpa agridoce) e o jenipapo, enquanto se deslumbra com as enormes vitórias-régias, que chegam a ter até 2 m de diâmetro. O passeio de barco é a maneira mais interessante de apreciar as paisagens, sempre coloridas, pelas garças, tucanos, araras, papagaios. Um dos tours mais concorridos é o que leva ao lago Maicá, um berçário natural de peixes amazônicos, frequentado também por uma infinidade de pássaros e répteis.   

Por causa das águas claras do Tapajós, o município tem 1.992 km de praias exóticas e primitivas, que mais parecem mar. É o caso de Alter do Chão, conhecida como “Caribe Amazônico”, localizada a 30 km da cidade, e palco da maior manifestação folclórica da região, o “Sairé”, que atrai turistas do mundo todo. 

De Março à Agosto, algumas praias chegam a desaparecer, por causa da cheia dos rios, mas no resto do ano, ressurgem com areias brancas e finíssimas, algumas de fácil acesso, outras completamente isoladas. Entre as mais conhecidas estão: Alter-do-Chão, Ponta do Cururu, Ponta de Pedras, Jutuba, Caraparanaí, Pajuçara, Arariá, Maria José, Salvação e Maracanã. 

A cidade, que recebeu o título de cidade turística em 1998, tem vocação natural para o ecoturismo, o turismo de base comunitária, o turismo histórico e cultural, e o turismo gastronômico, além do turismo religioso e do turismo de aventura. Há ainda, inúmeras outras atividades, para se desfrutar em Santarém: Atividades de aventura, de pesca, náuticas, esportivas, culturais e várias outras, desde que cumpram as premissas, comportamentos e atitudes estabelecidas para o Ecoturismo.  Santarém mistura sangue indígena e português, como as águas dos rios Tapajós e Amazonas. Foi assim que a velha aldeia tapajó Ocara Açu, e os portugueses, criaram uma cultura própria, visível, sobretudo, no folclore de Sairé. 

As raízes portuguesas sobrevivem nas ruas de sobradinhos coloniais, com as fachadas cobertas de azulejos. Os índios da cidade preservam suas tradições, mesmo vivendo em palafitas. E têm no artesanato, um dos traços de manifestação autêntica, e nos muiraquitãs (sapinhos de pedra verde que são amuletos) seu símbolo maior. Vitórias-régias, tucunarés e botos avisam que a selva está perto, e a cada légua, Santarém fica mais verde na floresta, e vermelha na pele. Além das praias de água doce, que mais se parecem com o mar, Santarém ainda oferece como atrativos turístico, belíssimas cachoeiras, sítios arqueológicos, fauna, florestas, lagos, igarapés, trilhas, ilhas, e unidade de conservação, com destaque para a Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós), localizada no município de Belterra, uma maravilhosa reserva natural, onde é possível caminhar, passear de canoa e visitar as famílias extrativistas que vivem na região. 

Uma das manifestações culturais no município é a cerâmica tapajônica, que apresenta representações de humanos, ou animais, em relevo. Esta cerâmica é tão perfeita, que chega a ser comparada com a mais fina porcelana chinesa. Existem peças de cerâmicas tapajônicas espalhadas por vários museus do mundo. Outra característica das peças é o realismo da representação do homem, ou do animal. A produção artesanal é um dos grandes destaques do turismo em Santarém. Peças em cerâmica, madeira, palha, tecido e as belíssimas biojoias, com fortes influências indígenas e ribeirinhas, são comercializadas em ótimas lojas. Há algumas tão ricas e diversificadas, que oferecem peças de mais de 60 etnias indígenas.

A gastronomia local é também muito rica, e possui diversos pratos típicos. O pato no tucupi, o principal deles, utiliza jambu em seu preparo, um vegetal que tem o poder de adormecer a língua, de quem prova a iguaria. Mas também os pratos à base de peixes da região amazônica, como tucunaré, tambaqui e pirarucu, são muito apreciados, tanto por moradores, quanto por visitantes. Santarém literalmente faz jus à famosa biodiversidade característica da Amazônia, onde já foram catalogadas mais de duas mil espécies de peixes, quase mil de pássaros, centenas de espécies de mamíferos, e cerca de 10% de todas as espécies de plantas existentes na Terra, entre elas espécies-símbolo da região, como a vitória-régia, as bromélias, e as enormes árvores típicas deste bioma.

 O Museu João Fona, construído entre os anos 1853 a 1868, e onde funcionou a intendência municipal, a prefeitura, o salão do júri, a câmera municipal e a cadeia pública, é atualmente o terceiro edifício mais antigo da cidade, e funciona, desde 1991,  como um museu, onde se encontra grande parte da cerâmica tapajônica, e vários outros aspectos da cultura de Santarém. Além do Museu João Fona, também existe o Museu do índio, Museu da Arte Sacra e o Museu Dica Frazão. A pesca do Tucunaré também é muito procurada, por ser um peixe difícil de ser pescado, tornando a atividade um esporte mais emocionante e divertido, onde pescadores do Brasil e do mundo inteiro, participam do Torneio Internacional de Pesca ao Tucunaré. Há opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos.  

O que visitar em Santarém:

Praia Maracanã
Ponta de Pedras
Praia Salvação
Alter do Chão
Catedral N. S. da Conceição 
Igreja S. Raimundo Nonato
Solar do Barão de Santarém
Porto de Santarém 
Rio Tapajós
Centro Cultural João Fona
Mercado Ano 2000
Mirante do Tapajós 

Fonte: Wikipedia, Portalsaofrancisco,


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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