Síndrome do Pânico


A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico, caracterizado pela ocorrência de inesperadas crises de pânico, e por uma expectativa ansiosa, de ter novas crises. Algumas pesquisas demonstram que, de 2% a 4% da população mundial, sofre com esta doença chamada Síndrome do Pânico. O pânico e as diversas formas de fobias são, certamente, umas das causas mais frequentes de procura a psiquiatras e psicólogos. A síndrome é considerada a segunda maior queixa emocional, precedida apenas pela depressão. 

Tudo pode começar de repente, no trânsito, em casa, no elevador, no trabalho, em qualquer lugar. Surge uma sensação esquisita de aperto no peito. O pico desse aperto vai aumentando, na medida em que crescem as palpitações, a sudorese, a mão trêmula. Daí para a náusea, tontura ou vertigem, não há fronteiras, e o mundo parece que vai acabar. A pessoa não consegue sair do lugar, tem medo de olhar para o lado, começa a sentir formigamentos, e medo de morrer. Está instalada, a temida "síndrome do pânico".

De acordo com os estudiosos, os ataques de pânico podem ser recorrentes (voltam). São crises que se manifestam por ansiedade aguda e intensa, extremo desconforto, sintomas como palpitações ou sudorese, e medo de que algo ruim possa acontecer de repente. Essas crises duram minutos, e costumam ser inesperadas. Não seguem situações especiais, e podem surpreender o paciente em ocasiões variadas, na direção, diante de multidões, dentro de bancos, etc. 

A característica essencial de um Ataque de Pânico é um período distinto, de intenso medo ou desconforto, acompanhado, por pelo menos, 4 de 13 sintomas. O ataque tem um início súbito, e aumenta rapidamente, atingindo um pico, em geral, em 10 minutos, acompanhado por um sentimento de perigo, ou catástrofe iminente, e um anseio por escapar.

Segundo os especialistas, existem três tipos característicos de ataques de pânico, com diferentes relacionamentos entre o início do ataque, e a presença ou ausência, de ativadores situacionais:

Inesperados (não evocados) – Nestes casos, o início do ataque de pânico não está associado com um ativador situacional, isto é, ocorre espontaneamente, "vindo do nada";

Ligados a situações (evocados) – Ocorre, quase que invariavelmente, logo após a exposição ou antecipação, a um evocador ou ativador situacional. (ex.: Ver uma cobra ou um cão, sempre ativa um ataque de pânico imediato);

Predispostos pela situação – Tendem mais a ocorrer na exposição ao evocador, ou ativador situacional, mas não estão invariavelmente associados, ao evocador, e não ocorrem, necessariamente, após a exposição (ex.: Os ataques tendem mais a ocorrer quando o indivíduo está dirigindo, mas existem momentos, em que a pessoa dirige e não tem um ataque de pânico, ou momentos em que o ataque ocorre, após dirigir por meia hora).

Sintomas da síndrome:
1 - Palpitação,
2 - Sudorese,
3 - Tremores ou abalos,
4 - Sensações de falta de ar ou sufocamento,
5 - Sensação de asfixia,
6 - Dor ou desconforto torácico,
7 - Náusea ou desconforto abdominal,
8 - Tontura ou vertigem,
9 - Sensação de não ser ela (e) mesma (o),
10 - Medo de perder o controle ou de "enlouquecer",
11 - Medo de morrer,
12 - Formigamentos e
13 - Calafrios ou ondas de calor.

Tratamento: 
O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia. O uso de uma nova técnica denominada estimulação magnética transcraniana repetitiva também vem sendo indicado. Uma técnica simples pode ser utilizada para controle rápido do mal estar, sobretudo no peito: inspirar o ar pelo nariz até que se infle totalmente a caixa torácica, prendê-lo por dois segundos, e soltá-lo sempre devagar pela boca. O exercício pode ser repetido por algumas vezes, até que se obtenha a melhora da sensação de dor ou desconforto no peito. O aprendizado de que o controle dos sintomas pode ser feito através do controle da respiração, é extremamente útil no tratamento em longo prazo da Síndrome do Pânico.

Os profissionais de saúde mental que acompanham um indivíduo, no tratamento são os Psiquiatras, Psicólogos Conselheiros de saúde mental, Terapeutas Ocupacionais e Assistentes Sociais. Para prescrever um tratamento medicamentoso, o indivíduo deve procurar um psiquiatra. A psicoterapia é assistida por um psiquiatra, ou um psicólogo. Em áreas remotas, onde um profissional especializado não está disponível, um médico de família pode se responsabilizar pelo tratamento. O psiquiatra é, por formação, o mais preparado para a prescrição de medicamentos, e deve ser o profissional escolhido, caso haja disponibilidade. Medicamentos, ou técnicas modernas, podem ser utilizados para quebrar a conexão psicológica, entre uma fobia específica, e os ataques de pânico.

Tratamentos empregados incluem:

Antidepressivos: Tomados regularmente para constituir uma resistência à ocorrência dos sintomas. Embora tais medicamentos sejam descritos como "antidepressivos", o seu mecanismo de ação, voltado para inibição da recaptação de serotonina, é apontado para o efeito antipânico. Muitos indivíduos não apresentam os sintomas clássicos da depressão, e pode achar que os medicamentos, foram prescritos erroneamente, por isso, são importantes a orientação do médico ao prescrever, assim como a combinação com a psicoterapia. 

Classes de antidepressivos comumente utilizados:
ISRS
IMAO
Ansiolíticos (benzodiazepínicos): Ministrados durante um episódio de ataque de pânico, não trazem nenhum benefício se usados regularmente (a não ser que os ataques de pânico sejam frequentes). Se não utilizados exatamente como prescritos, podem viciar. Geralmente são mais eficazes no começo do tratamento, quando as propriedades de resistência dos antidepressivos, ainda não se consolidaram.

Estimulação magnética transcraniana repetitiva: É uma técnica indolor, que atinge o cérebro de maneira não invasiva, usada desde 1985, em neurologia, e desde 1997, no campo da psiquiatria, que pode beneficiar pacientes refratários, ou seja, nos quais diversas combinações de medicamentos não foram eficazes.


Yasmeen Chehayeb
Gazeta de Beirute
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