Síria: O centro das atenções

Foto: RIA Novosti

Na última Terça-feira (04), o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, promoveu o terceiro ciclo de conversações a respeito da solução para o problema na Síria. Depois do encontro com o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e do Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, Vladimir Putin recebeu em Sochi, o Chefe do Gabinete de Ministros de Israel, Benjamin Netanyahu. Israel por enquanto, não comenta os ataques aéreos, que foram infligidos contra o território da Síria, no início de Maio. Durante a sua estadia em Sochi, o Premiê israelense deu a entender, que quaisquer possíveis ações contra Israel, irão instar uma resposta rígida. "Procuramos buscar a paz com todos os nossos vizinhos. Conseguimos acordos de paz com eles, e tomara que consigamos o mesmo com os demais. Infelizmente, graças à experiência própria, aprendemos que a paz se faz somente com os fortes, que estão em condições de defender-se. E a nossa tarefa, consiste em defender os nossos cidadãos; e é assim que sempre fazemos"

O presidente da Rússia ressaltou, por sua vez, que a situação na Síria permite hoje desestabilizar toda a região do próximo oriente. Por isso, todas as partes interessadas, devem dar provas de responsabilidade especial. 
"Nós, eu e meu colega, temos a compreensão comum, de que a continuação do conflito armado neste país, pode acarretar consequências mais perversas. Somente a cessação rápida da luta armada, pode impedir isso".  A situação na Síria foi o principal tema também, nas conversações dos Lideres dos EUA e da Grã-Bretanha, em Washington. Também neste caso, as posições das partes, continuam invariáveis. Os dois países pretendem continuar a prestar ajuda à oposição, enquanto Bashar Assad não deixar o seu posto, e a violência for cessada. 

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez a seguinte declaração na conferência de imprensa: "Continuamos a prestar em conjunto, a ajuda humanitária à população da Síria, afetada pela guerra civil, continuamos também, a prestar a ajuda à oposição, e a fazer o possível, a fim de preparar a transição da Síria para a democracia, sem Bashar Assad. Partimos da posição, de que a Rússia, na sua qualidade de um dos lideres do palco mundial, tem não somente a possibilidade, mas também a obrigação, de fazer o possível para conseguir a solução do problema sírio"

David Cameron também confirmou que a solução do problema, sem Moscou, é impossível, embora as partes tenham sérias divergências. "A história da Síria escreve-se agora com sangue, diante de nossos olhos. O mundo deve unir os esforços, a fim de cessar a violência. Saudamos o consentimento de Putin, de aderir a nós, a fim de conseguir a solução política. Devemos fazer com que as partes se sentem à mesa de conversações, para criar um governo de transição. E embora tenhamos sérias divergências, temos também interesses comuns: Uma Síria estável, a estabilidade geral na região, e o impedimento do crescimento do extremismo".  Ficou claro, que a Síria passou a preocupar o mundo inteiro, se tornando um  centro de atenção mundial.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute

Fonte: Euronews e voz da Rússia
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