As ruínas de Arkaim


Círculos misteriosos sobre a área da antiga cidade russa de Arkaim, localizado nos arredores da cidade de Chelyabinsk, na Sibéria, formam um sítio arqueológico, cuja idade é a mesma do Egito e Babilônia, é considerado a Stonehenge da Rússia. Não se sabe ainda, se o local se trata de uma cidade em ruínas, ou um antigo observatório. Com formato circular, e orientado para as estrelas, a cidade é mil anos mais velha do que a lendária Tróia, de acordo com arqueólogos, que há 40 anos estudam os mistérios das ruínas.

Seus poderosos muros foram construídos com estruturas de madeiras, preenchidas com tijolos de barro. As ruínas deram origem a muitas lendas: uma delas, que o profeta Zoroastro acabou com sua vida ali; outra, que Jesus Cristo visitou a Montanha da Razão. Há quem acredite que se pode voltar à juventude lavando as mãos e o rosto nas águas do rio Karaganka, onde a antiga cidade, que é toda fechada em círculos, está situada. Arkaim se tornou a Meca dos fãs de esoterismo da Rússia, que visitam as ruínas regularmente por considerarem o local uma fonte de poder místico.

 A cidade antiga era equipada com o sistema de esgoto da tempestade, o que ajudou os moradores a evitar inundações. As pessoas estavam protegidas contra incêndios, cujos pavimentos de madeira e casas, foram revestidos com uma substância à prova de fogo. Um composto muito forte, cujos restos ainda podem ser encontrados nas ruínas da cidade.

Cada casa foi equipada com "todas as conveniências modernas", como diríamos hoje em dia; onde cada casa possuía um poço, um forno e uma cúpula, para o armazenamento de alimentos. O poço foi ramificando-se em duas trincheiras subterrâneas: um delas era dirigida ao forno, e a outra terminava no armazenamento dos alimentos. As trincheiras foram usadas para o suprimento de ar frio para o forno, e para o armazenamento de alimentos. O ar frio das trincheiras também originou a criação de uma força de tração muito poderosa no forno ariano, o que tornou possível a fabricação de bronze.

A praça central de Arkaim era o único objeto em formato quadrado na cidade, e a julgar pelos vestígios de fogueiras que foram colocados em uma ordem específica na praça, subentende-se que o local foi usado para certos rituais. Arkaim foi construída de acordo com um plano previamente projetado, como um único complexo complicado, com uma orientação aguda para objetos astronômicos. Embora os arqueólogos estejam escovando a poeira das pedras antigas, para tentar recriar o estilo de vida dos moradores, os ufólogos estudam os fenômenos misteriosos, que se registraram na cidade, como a tensão das flutuações inexplicável do campo magnético, temperaturas e assim por diante.

A antiga fortaleza da era do Bronze é um dos lugares mais misteriosos do mundo, suas ruínas ainda conservam muito do que foram as suas ruas e edificações, e quatro entradas rigorosamente orientadas de acordo com os pontos cardeais. Arkaim é uma construção planejada e edificada com um alto grau de precisão, sua estrutura corresponde a uma orientação astronômica, que parece ser um tipo de modelo do universo, e marcador de eventos cósmicos; como o nascer do sol no limite das estações do ano, e um solstício de inverno, e seus equinócios (quando dia e noite duram tempos iguais), as fases da lua etc.

Um fato curioso, é que tanto a fortaleza de Arkaim, quanto o famoso círculo de pedras de Stonehenge, na Inglaterra, localiza-se na mesma linha de latitude geográfica, e o local onde ela foi construída é um local com frequentes aparições de ÓVNIS.

 Os moradores da região acreditam que o lugar é sagrado, e durante todo o ano, os peregrinos vão para a fortaleza, em busca da água e da lama do Rio Bolshaya Karaganka, que são ditas como milagrosas e curativas. Próximo à fortaleza, existem intrigantes formações de espirais feitas de pedras, que segundo a crença, são as espirais dos desejos. Para realizar um desejo, a pessoa, estando completamente despida ou, no mínimo, descalça, deve caminhas seguindo as curvas de uma espiral, e ao chegar ao centro, formula seu desejo.

As montanhas que circundam a fortaleza também são consideradas como locais místicos, sendo a mais famosa delas, a Shamanka (ou Bold Mountain). As pessoas escalam essa montanha para obter energias positivas, orar e meditar, e outras, gravemente doentes, são levados ao topo; onde segundo tradição, elas obterão a cura. Outras montanhas da fortaleza possuem diferentes virtudes, como a “Repentance Mountain” (montanha do arrependimento), que é procurada pelos que necessitam pedir perdão, e a “Love Mountain” (montanha do Amor), que é propícia para quem precisa de sorte na vida pessoal.

Já a floresta da Montanha do Macho, costuma ser visitada por mulheres, que têm problemas amorosos, ou que não encontram nenhum parceiro. Porém, existem também as montanhas e florestas amaldiçoadas de Arkaim, como a “Grachinaya Mountain” (montanha do beato), que é muito sinistra com seus troncos de suas bétulas retorcidas, e algumas marcas de queimaduras que não foram feitas por relâmpagos; e também, a “The Drunken Forest”, (floresta bêbada), que tem a fama de enlouquecer qualquer um, que permaneça lá por muito tempo.

A Fortaleza em si, também abriga muitos mistérios, dizem que durante uma escavação arqueológica, uma estudante atraída por uma voz que a chamava, foi sozinha até o centro das ruínas. Passado muito tempo, quando ela retornou, ela chorava compulsivamente. Contou que encontrou os fantasmas dos antigos moradores de Arkaim, e a experiência deve ter sido muito traumática, porque a jovem teve de ser recolhida a uma clínica psiquiátrica. Vários incidentes similares ocorreram durante os trabalhos arqueológicos nas pirâmides egípcias, onde alguns pesquisadores tiveram alucinações e passaram a sofrer de transtornos mentais.

O Presidente do Instituto de Pesquisa Antiga e Medieval da Rússia, Valery Chudinov, diz que Arkaim não é somente uma fortaleza em ruínas, e que pelo menos dois lugares devem ser chamados de Arkaim. O primeiro, convencional, é a fortaleza visitada por turistas, o segundo, é um lugar ainda não explorado, cujas escavações ainda estão em curso, e os visitantes não são permitidos de visitar. Mas existe um terceiro, e quase não mencionado, lugar, onde por algum motivo desconhecido, os moradores da região se recusam a ir.

Qual será a verdadeira história da fortaleza de Arkaim? Quem foi esta civilização que ali viveu, e o que houve com ela? Essas são questões que ainda não foram respondidas, e que talvez, nunca se saiba...

Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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