Baleia Jubarte é encontrada em praia da Bahia

Uma baleia da espécie Jubarte, com cerca de 10 metros, foi encontrada morta no final da tarde da última quarta-feira (24), em uma praia da cidade de Prado, no extremo sul da Bahia. 

O animal foi achado em estado 
avançado de decomposição, segundo 
o Instituto Baleia Jubarte, que 
recebeu o alerta por volta das 17hs, 
de terça-feira (23), e que esperou que a baleia encalhasse, para ser 
examinada.

Alguns moradores foram lá tirar a ossada e outras partes da baleia para usar como isca, mas o instituto pode examinar a baleia, que apresentava várias mordidas de tubarão. Segundo a bióloga Adriana Colosio, é comum o encalhe de baleias nesta região, porque elas migram da Antártida, em busca de alimentos em águas mais quentes. 

Esta região é a área de reprodução delas, e é normal que elas sejam trazidas pela maré, porém, não foi possível diagnosticar a causa da morte do animal, devido ao seu elevado estado de decomposição. Essa é a quarta Jubarte encontrada morta na Bahia esse ano.

Até as 17h40 de quinta-feira (25) o animal ainda não havia sido retirado da praia, serviço que cabe à prefeitura local. Quando a praia é habitada, existe uma resolução do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que atribui a responsabilidade de remoção do animal, ao poder público. 

A Bióloga disse que a prefeitura alega não ter uma retroescavadeira disponível, porque a repartição possui apenas 2 maquinas, uma está em uso num distrito da região, e a outra encontra-se em manutenção. Colosio entregou uma solicitação formal solicitando a remoção do animal.

No final da tarde, a retroescavadeira da prefeitura foi levada para a praia, mas a maré estava alta e não foi possível realizar a remoção, e o animal foi removida, apenas na manhã de sexta-feira (25). A bióloga explica, que a demora em retirar o animal da praia pode causar danos ao meio ambiente, e também aos moradores. 

"Tinha muita gente que nunca viu uma baleia na vida, e mesmo a gente orientando, que não podia tocar, as pessoas continuavam mexendo, principalmente as crianças. O animal morto, e em decomposição, pode transmitir zoonoses, sem mencionar que sua gordura e sangue atraem tubarões para perto da costa. A baleia deve ser enterrada acima da linha da maré, em um lugar que não tenha moradores”.  


Gazeta de Beirute
Foto: Diógenes Cunha
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