Bispos pedem o desarmamento dos grupos armados


Bispos maronitas libaneses pediram na última semana, que os grupos armados do Líbano sejam desarmados, deixando apenas as forças de segurança deter a legitimidade de portar armamentos, visando a garantia da paz entre civis. O comunicado foi emitido ao término da reunião mensal do bispado. "O povo libanês não está satisfeito com as tentativas para abastecer o sectarismo do ódio acompanhado pela proliferação de armas ilegítimas, com incidentes de segurança que se deslocam de uma área para outra", afirmou o bispado maronita.  

Os conflitos sírios têm derramado uma fonte interminável de sangue e violência na Síria, e que vem transbordando para dentro de grupos sectários dentro do Líbano, como o confronto arbitrário da ultima semana, entre o exército libanês, e a ofensiva em salafista, de Ahmad Assir em Sídon.  

O ódio sectarista entre Assir e Hezbollah não é novidade, porém o envolvimento militar do grupo xiita na vizinha Síria, vem desestabilizando o Líbano e suas comunidades internas, o que vem sendo condenado por grande parte da sociedade libanesa e pelos bispos que não aprovam a intervenção do Hezbollah na Síria, e qualquer violência praticada por qualquer grupo libanês. O bispado criticou ainda os parlamentares por não aprovarem um novo sistema de votação para reger as eleições parlamentares deste ano. "A incapacidade do Parlamento em aprovar uma nova lei eleitoral, e cobrindo esta falha, estendendo os termos do Parlamento é injustificada, e contrária à Constituição."

A declaração também criticou o boicote das reuniões do Conselho Constitucional  que levaram à falta do quorum exigido para atuar em petições, questionando a extensão. Os bispos mencionaram ainda, a crise socioeconômica que vem se deteriorando no Líbano, e questionou qual é a utilidade da ação política, se não é fornecido bens públicos.

Sobre a crise na Síria, a declaração do bispado maronita pediu às comunidades árabes e internacionais, bem como os próprios sírios, para adotarem uma solução política a ser negociado o mais rápido possível, para resgatar a paz, não apenas para o país, mas para toda a região. O comunicado do bispado também mencionou a enorme preocupação com o crescente e problemático numero de refugiados sírios dentro do Líbano, que se tornaram um fardo para o governo libanês, que constantemente vem apelando aos países árabes, e do restante do mundo para que prestem qualquer tipo de assistência em solidariedade e socorro.


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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