Conheça a história do Diamante

Quando alguém recebe um diamante, 
a reação é imediatamente, de alegria, 
admiração e agradecimento.  
 Mas por quê?  Será pelo fato de ter sido 
presenteada, ou pelo seu valor material?

Hoje vou explicar o porquê do diamante, ser realmente tão valioso. A começar pelo seu nome, derivado de uma palavra grega, que significa “inconquistável, ou difícil de 
conseguir”.

Primeiramente, o diamante, é conhecido, como o mineral mais duro e resistente encontrado na natureza, o que significa que este mineral risca todos os outros minerais, mas não é riscado por nenhum.

Por esta razão, o diamante não é apenas utilizado como joia, mas na maioria das vezes, também em indústrias, para diversos tipos de processos, como por exemplo, cortar ferro e aço, polir diversos objetos, serrar pedras, entre outros.

Mas obviamente, o diamante, utilizado nas indústrias, é muito mais barato do que um diamante usado como joia, que possui outras características. Os diamantes podem ser classificados em 14 mil categorias.

Em diversas nações, o diamante foi usado para enfeitar as coroas dos grandes reis e rainhas, príncipes, e princesas, e há indícios, de que inicialmente, ele tenha sido usado como joia na Índia. Mas o diamante é realmente valioso, devido a sua raridade, apesar de ter uma composição simples: o carbono. O mesmo carbono, que constitui o grafite, que usamos no lápis e nas lapiseiras.

A diferença entre ambos é a dureza maior do diamante. Esta alta dureza se deve à estrutura interna dos átomos de carbono. No diamante, o arranjo atômico é muito denso. Isso é resultado do ambiente de alta pressão e temperatura da crosta terrestre, onde se forma o mineral. Já a grafite do lápis também é um mineral, mas formado em ambiente de pressão muito menor.

Mas o mais impressionante, é que ele se forma em grandes profundidades, a mais de 150 quilômetros abaixo da superfície terrestre, e numa temperatura superior a 1.500 °C. Essa formação leva milhares de anos para se formar, devido a um processo natural, que depende de vários fatores. Infelizmente, a exploração de diamante, é diretamente associada, com a exploração de seres humanos, especialmente na África, região responsável por 61% da produção mundial de diamantes.

No Brasil também não foi diferente. Em 1727, a descoberta de jazidas de diamantes fez do arraial do Tejuco (atual Diamantina), em Minas Gerais, o lugar mais rico do Brasil. E também o mais oprimido. A região foi separada da capitania de Minas, e subordinada diretamente à coroa portuguesa. Foi proibido o garimpo de ouro, pois o diamante, monopólio da Coroa, dava lucros muito maiores.

A área da extração das pedras foi cercada, e só as pessoas diretamente envolvidas na atividade, baseada no trabalho escravo, recebiam permissão de habitar ali; e apesar da riqueza, o Tejuco permaneceu um simples arraial, sem os direitos civis concedidos às vilas mineiras.

Apesar da maldade humana, a natureza do diamante é perfeita, e tanta beleza recebe, devidamente, o seu valor. Agora que você conhece um pouco da história do diamante, se ganhar uma jóia assim, lembre-se que a natureza demorou milhões de anos para formá-lo, e esse brilho, é uma lembrança da natureza. No entanto, não devemos esquecer a opressão, e a exploração que governantes exercem sobre simples trabalhadores, em troca desse grande tesouro, e que quase nada recebem.

Faça com que o brilho do seu diamante, o lembre de praticar boas e justas ações, com o meio ambiente, e com os seres humanos, lapidando assim, a maior joia: o seu coração!

Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute

Fonte: Revista Escola
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