Egito irá reconsiderar relações diplomáticas com a Síria


O Egito irá "reconsiderar" as suas relações diplomáticas com a Síria, que haviam sido rompidas no mês passado, sob a presidência do islamita Mohamed Morsi, deposto pelo Exército, indicou o Ministro Interino das Relações Exteriores, Nabil Fahmy.

"Tudo será revisto", declarou Fahmy à imprensa, sobre a decisão de cortar todas as relações diplomáticas com a Síria, tomada por Morsi. "Isso não significa, necessariamente, que elas serão retomadas", ressaltou.
"Não existe a intenção de um jihad na Síria", acrescentou, referindo-se às chamadas para a guerra santa na Síria, que foram lançadas sob a presidência de Mohamed Morsi.

Morsi havia anunciado em meados de Junho a ruptura completa das relações diplomáticas com o regime de Bashar al-Assad. O presidente islamita egípcio foi derrubado em 3 de Julho por um golpe militar, após manifestações em massa, exigindo a sua renúncia. Durante seu governo, foram lançados apelos pela saída do Presidente Assad. Fahmy deixou claro, na última semana, que ele também era a favor de uma solução política ao conflito na Síria, sem interferências de forças militares.

Uma comissão de especialistas nomeada pelo Presidente Interino, Adli Mansur, começou no último domingo (21), a reforma da Constituição do Egito, suspensa depois da queda do Presidente Mohamed Morsi.  Enquanto as autoridades tentam virar a página da era Morsi, os partidários do Ex-Presidente convocaram novas manifestações depois da morte, na sexta-feira, de três manifestantes favoráveis ao chefe de Estado derrubado.

Mansur nomeou no último sábado (20), os membros da comissão de especialistas que será encarregada de apresentar as emendas à Constituição. Esta comissão de dez pessoas (4 professores universitários e 6 magistrados), estava prevista em uma "declaração constitucional", publicada em 9 de Julho, por Mansur, para fixar o marco da transição política e as datas eleitorais. 

A comissão de especialistas terá 30 dias para elaborar as emendas, que serão apresentadas a um grupo de 50 personalidades que representam os diversos componentes da sociedade egípcia (partidos, sindicatos, dignitários religiosos, exércitos). Esta segunda comissão disporá, de 60 dias para entregar a versão final da Constituição emendada, ao Presidente Interino, que por sua vez, terá 30 dias para anunciar a data de um referendo.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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