Falsa blindagem de carros pode custar vidas

 
Foto: Guiablindagem.com

Em todas as cidades, ruas, e em todas as periferias e centros urbanos, temos hoje, estes riscos de tiros, sustos, e medo constante. Muros altos, condomínios e ruas fechadas. Mas, nessa onda de insegurança, cuidado! Tem gente oferecendo serviços de proteção que não funcionam, como o carro blindado, que não é à prova de balas.

O movimento nas oficinas de blindagem cresce na velocidade em que a violência aumenta. “De um ano para cá, nós podemos considerar um aumento de praticamente 300%. Nós triplicamos o faturamento, exatamente, com um ano de empresa”, diz um empresário do ramo.

Blindar o carro, custa entre R$ 22 mil a R$ 70 mil. Esse mercado já movimenta, por ano, em torno de R$460 milhões. Os números são da Associação Brasileira de Blindagem (ABRABLIN), que reúne 34 empresas ligadas ao ramo, que respondem por cerca de 80% do mercado. “Pessoas que poderiam adquirir um veículo de um valor mais alto, têm partido para adquirir um bem mais simples, para ter condições de blindar, e andar com segurança”, diz o proprietário da loja.

É um processo artesanal. Toda a parte interna é revestida com uma manta, feita do mesmo material usado nos coletes à prova de bala, e as colunas são forradas com chapas de aço.

Um empresário foi em busca dessa segurança para a família, e mandou blindar o automóvel. O que ele não poderia imaginar, é que tentando escapara dos assaltos, ele próprio seria vítima de uma fraude: blindagem sem proteção alguma! Então, a melhor coisa a fazer é, quando você pensar em blindar seu carro, a 1ª atitude é verificar se a empresas é certificada pelo Exército Brasileiro.

O certificado do Exército distingue as empresas sérias, das clandestinas, que atuam no mercado, para saber o que acontece, quando o consumidor é enganado, e paga por uma blindagem que não existe.
Uma equipe de repórteres chegou mesmo a acompanhar, testes feitos por peritos do Exército, que deveriam detectar este tipo de fraude.

Após apontar e atirar, os três tipos de fraudes mais comuns não resistem aos disparos. O teste é feito com o revólver calibre 38, a arma mais usada pelos assaltantes. A película, que prometia proteção contra arma de fogo se quebra, o que ocasionaria a morte de uma pessoa. Quando o alvo é a lataria, o revestimento com cintos de segurança, não oferece nenhuma resistência, conclui-se que a pessoa certamente seria morta.

O Brasil tem hoje, uma frota estimada de 118 mil carros blindados, e só no ano passado, mais de 10 mil desses veículos passaram a circular pelas cidades. Entre 2003 (quando eram apenas 20 mil blindados) e 2012, o salto foi de 490%. Esses números colocam o Brasil no topo da lista dos países com maior frota de blindados no mundo, passando a Colômbia, e se mantendo bem à frente de países como Rússia, México, África do Sul e Índia.

A violência urbana, o crescimento da economia, e as novas tecnologias de blindagem, têm feito deste, um dos negócios que mais cresce no país. Entre 2010 e 2011, o aumento da frota foi de 10,5% e 2012 deve fechar com alta superior a 5%, mantendo a tendência de incremento neste ano. O Brasil lidera o ranking mundial de blindagem de automóveis.

A blindagem mais procurada no mercado, no entanto, continua sendo a de nível III-A, que suporta até tiros de submetralhadoras, pistolas 9 milímetros e revólveres 44 Magnum. “Esse nível de proteção é o mais adequado à atual realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo em mãos da criminalidade”.

O revestimento com retalhos de mantas, e mantas com menos camadas do que as determinadas pelo Exército, também são reprovados no teste. Para não comprar a falsa sensação de segurança, é melhor verificar se a empresa não é clandestina. O Exército fiscaliza, rigorosamente, as empresas registradas, mas há informações de que alguns clandestinos, continuam fazendo este tipo de trabalho fraudulento.

Fique atento!





Silvia Tohmé
Gazeta de Beirute
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