Jorge Durães


Em homenagem ao Dia do Cantor Lírico, nossa correspondente Carla Mussalam Al Masri, entrevistou o barítono paulistano do Coral Luther King,Jorge Durães, de 48 anos, que falou um pouco sobre sua história e carreira,dentro da música erudita brasileira. Acompanhe!  

GB: Jorge, o que o motivou a ser um cantor lírico? 

Jorge Durães: Eu comecei cantando em coral de Igreja. Achava que cantar, me aproximava de uma felicidade que não podia compreender. 

GB: O Canto lírico tem carreira promissora no Brasil? 

Jorge Durães: Se tiver talento, e tiver estudado alguns bons anos em países como Itália, França, Alemanha, Inglaterra, Rússia, Estados Unidos e outros países, que tenham uma cultura mais aberta para música erudita, somado o conhecimento também, com grandes mestres e escolas, que dominam esta arte, desde os seus primórdios... Sim. Mas existem exceções, também, é claro. 

GB:  Você já se apresentou fora do Brasil? Onde?

Jorge Durães: Já, mas não como cantor solo, e sim como cantor de coral. Eu cantava no Coral Luther King até o ano passado, e fiz a turnê do coral pela Itália. Foi emocionante. O Coral Luther King ganhou o prêmio de melhor coral de São Paulo, e eu sinto muita gratificação por isso, porque eu os ajudei. Eu estou me preparando para voltar a cantar com eles ainda este ano.   

GB: Onde você se apresenta, ou já se apresentou, no Brasil? 

Jorge Durães: Já cantei no Teatro Municipal de São Paulo, na Sala São Paulo, em Igrejas e Centros Culturais, no Brasil e na Itália. 

GB:  Qual é o seu timbre de voz? 

Jorge Durães: Sou barítono, que é a voz masculina intermediária, entre baixo e tenor.

GB:  Há quanto tempo você estuda música?

Jorge Durães: Estudo música com seriedade, há 2 anos e 6 meses. Comecei tarde, porque eu não podia arcar com os custos.

GB: Você tem outro trabalho? 

Jorge Durães: Sim, eu tenho outro trabalho. Nós músicos brasileiros, na maioria, precisamos ter outro trabalho.

GB: Qual o evento que você participou, que mais te marcou?

Jorge Durães: Foi cantar o "Réquiem", de Mozart. Eu amo este compositor, e esta obra. 

GB:  Que tipo de música você mais aprecia?

Jorge Durães: Sem dúvida, música clássica. 

GB:  Quais países possuem um verdadeiro “exército”, de cantores líricos?

Jorge Durães: O Brasil mesmo tem, com certeza, um grande exército. Mas os países europeus, e os EUA, possuem (acredito eu), a maior tradição nessa área, um exemplo disso, é a Broadway, famosa por seus musicais.  E também, os grandes Teatros de Ópera, da Itália e da Franca. 

GB: Qual é o nível do Brasil neste aspecto? 

Jorge Durães: O Brasil está melhorando, mas muito lentamente, precisamos alavancar a boa música em nossa cultura.

GB: Qual o melhor cantor lírico brasileiro da atualidade?

Jorge Durães: Eduardo Abumrad, ele é Baixo, que é uma voz masculina mais grave, que fica abaixo do  barítono. Ele ainda canta, e é meu professor.

GB: E o melhor do mundo? 

Jorge Durães: Nosso Pavarotti. Uma lenda, e será sempre! Inesquecível! 

GB: Existe boas faculdades de música no Brasil?

Jorge Durães: Sim existem, mas poucas com qualificação Internacional. 

GB: O que o Brasil oferece às pessoas que queiram estudar 
musica, especialmente, canto lírico? 

Jorge Durães: Para os que não podem pagar uma escola particular, os interessados estudam em ONGs, na Escola Municipal de São Paulo, vinculada ao Teatro Municipal de São Paulo, conservatórios... Um curso famoso, é o da cidade de Tatuí, é claro! Mas existem projetos que têm dado certo.

GB: Você se inspira em alguém?

Jorge Durães: Atualmente, no meu professor Eduardo Abumrad. Inclusive, os pais dele são libaneses. O pai, Adib Feres Abumrad, é libanês, nascido em Mimes, veio para o Brasil com 14 anos, e se estabeleceu no ramo comercial. A mãe dele, Giselle Janho-Abumrad, é de uma família libanesa radicada no Egito, mas nasceu no Brasil.

GB: O que você aconselharia aos jovens que estão começando agora, no canto lírico?

Jorge Durães: Cante com o coração, estude, dedique toda a sua alma. Se for com amor, dará frutos bons, e teremos melhor música, pra compartilhar.

GB: Jorge, muitíssimo obrigada  pela entrevista. 

Jorge Durães: Muito obrigado vocês. Meu professor é descendente de libaneses, e é muito conhecido no Brasil, um cantor premiado. Espero, quem sabe, ir ao Líbano junto com o Eduardo Janho-Abumrad, para cantarmos juntos para vocês. 

Jorge Durães no Coral Luther King 
(o primeiro da direita para esquerda, sentado do lado esquerdo) 
                                                                          
A Gazeta de Beirute parabeniza estes artistas, que nos enobrecem com suas vozes!

Carla Mussallam Al Masri 
Gazeta de Beirute
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