Os escritores brasileiros mais admirados no mundo

Conheça um pouco mais sobre nossos escritores mais prestigiados no mercado internacional.

Carlos Drummond De Andrade(1902-1987)

Mineiro de Itabira, Drummond de 
Andrade, é quase uma unanimidade, 
quando se fala dos maiores escritores 
brasileiros. Comprometido com a 
realidade social, mas também profundo 
conhecedor da alma humana, escreveu 
poemas, contos, crônicas e também 
atuou como tradutor. Seus primeiros 
textos foram publicados no Diário de Minas, depois junto com outros escritores, deu início à publicação "A Revista". Dono de uma extensa produção literária, com 50 livros publicados, como "Alguma poesia" e "Antologia poética" (incluindo quatro infantis), o poeta conquistou, público e crítica, com seu estilo único. Drummond teve boa parte de sua obra traduzida a outros idiomas, como alemão, espanhol, francês, italiano e inglês.



Chico Buarque (1944)
Francisco Buarque de Holanda, ou simplesmente Chico Buarque, é um artista múltiplo. Cantor, compositor, dramaturgo e escritor, Chico primeiro se destacou na música, para depois conquistar os teatros e livrarias brasileiras. Dono de uma extensa obra musical, que passa pelo samba, flerta com a bossa-nova, brinca com o jazz, e semeia a brasilidade cotidiana, Chico é um amante da palavra. Seja em suas composições ou em seus livros, ele trabalha como um artesão, com delicadeza e maestria. Seus livros mais recentes, "Budapeste" e "Leite derramado", fizeram sucesso dentro e fora do país, foram publicados em diversos idiomas, e colecionam prêmios.





Clarice Lispector (1920-1977)
Nascida na Ucrânia, Clarice chegou a 
Recife, aos dois anos de idade, e em 
1922, quando ainda muito jovem, 
começou a escrever. Publicou seu 
primeiro livro "Perto do coração 
selvagem", aos 23 anos; o premiado 
romance não tardou em ser traduzido 
para o francês. Dividia seu tempo 
entre a literatura e o jornalismo, 
tendo trabalhado para importantes 
jornais e revistas. Clarice sempre 
esteve muito presente na cena 
literária internacional, onde ela 

participou de congressos, feiras de literatura e afins. Mesmo após sua morte, aos 57 anos, vítima de câncer, sua obra continuou viajando pelo Brasil e pelo mundo.


Graciliano Ramos (1892-1953)
Graciliano Ramos já tinha vocação para a literatura desde jovem, mas desenvolveu seu talento, como cronista em jornais. Envolveu-se com política, foi preso em 1937 (momento que o inspirou a escrever "Memórias do cárcere"), mas não deixava de escrever, inclusive muitas vezes ele o fez com pseudônimos, por medo da repressão. Seu romance mais famoso, "Vidas secas", que trata do sofrimento de retirantes vítimas da seca no Nordeste, foi publicado em 21 países, e há muitos anos é leitura obrigatória dos principais vestibulares do país, por sua importância literária, e como retrato de uma triste face da realidade brasileira.









Guimarães Rosa (1908-1967)
Guimarães Rosa era médico, diplomata, mas acima de tudo, era um escritor. Com pouco mais de 20 anos, escreveu seus primeiros contos, premiados pela prestigiosa revista "O Cruzeiro". Formou-se em medicina, mas abandonou a profissão, pois não suportava ver o sofrimento da população carente que atendia, e por culpa da falta de infraestrutura das cidades do interior. Como diplomata, viajou por muitos anos, e ao regressar ao país, ele passou a estudar a vida sertaneja, seus gostos, hábitos e costumes, o que o inspirou a escrever vários livros, com destaque para "Grande sertão: Veredas", sua obra-prima, traduzida em francês, inglês, italiano, alemão, entre outros.




Jorge Armado (1912-2001)
Jorge Armado é o grande narrador da Bahia. Boa parte de sua obra se passa em cenários e contextos baianos, em suas diferentes formas e cores. Formado em Direito, ele nunca exerceu a profissão, mas se envolveu com a política. Foi deputado pelo Partido Comunista, e em três ocasiões, teve que se exilar em outros países. É um dos autores brasileiros mais premiados no Brasil e no exterior, com obras traduzidas em 55 países, e em 49 línguas distintas. Muitos de seus livros foram levados ao teatro, televisão e cinema, como "Tieta" e "Dona Flor e seus dois maridos".





Machado De Assis (1839-1908)
Joaquim Maria Machado de Assis é um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, e o primeiro ocupante da cadeira 23. De origem humilde, Machado de Assis não teve acesso à educação formal, e estudava como podia, mas aos 15 anos já estava publicando seu primeiro soneto: "A Ilma. Sra. D.P.J. A". Escreveu em vários jornais e revistas da época, mas publicou seu primeiro livro, "Queda que as mulheres têm para os tolos", somente em 1861. Suas obras mais famosas, "Memórias póstumas de Brás Cubas", e "Dom Casmurro", foram traduzidas para mais de dez línguas.









Mário De Andrade (1893-1945)
Ícone do Movimento Modernista Brasileiro, Mário de Andrade liderou a Semana de Arte Moderna de 1922, junto a Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, e grandes membros da intelectualidade brasileira. Inovou, ao romper com a tradição literária, com “Pauliceia desvairada”, onde narra a história de São Paulo, em versos livres, cheios de neologismos. Revolucionou a literatura brasileira com sua crítica ácida, e retratando a alta sociedade, como em “Amar, verbo intransitivo”, ou reconstruindo o processo de civilização do país, que resultou em “Macunaíma”, sua maior obra. Boa parte de sua produção literária está traduzida nos principais idiomas.






Milton Hatoum (1952)

Milton Hatoum, um amazonense radicado em 
São Paulo, Tradutor, Professor e Colunista de 
jornais. Considerado um dos maiores 
escritores vivos brasileiros, sua obra mistura 
ficção com memórias autobiográficas de sua 
infância em Manaus, e relatos da história oral da região, rodeada pela imensidão da selva 
amazônica. Recebeu muitos prêmios, com 
destaque para o Jabuti (maior 
reconhecimento literário do Brasil). Suas 
obras foram publicadas em 14 países, e 
traduzidas para 12 idiomas.  “Relato de um 
certo oriente”, seu primeiro romance, narra a 
história de uma mulher em busca de suas 
raízes, e está sendo adaptado para o cinema.



Moacyr Scliar (1937-2011)
Médico e Escritor gaúcho, de origem judaica, Moacyr Scliar teve uma vasta produção literária, escrevendo sobre temas como Medicina, Judaísmo, Socialismo, e a vida da classe média urbana. Publicou em distintos gêneros (contos, ensaios, romances, crônicas e literatura infanto-juvenil), ele tem mais de 70 livros lançados no Brasil, muitos dos quais republicados em 20 países, como "Os Leopardos de Kafka", um de seus maiores sucessos no exterior. Colecionou prêmios nacionais e internacionais, e segue sendo um dos escritores brasileiros mais prestigiados e vendidos no país. Alguns de seus textos foram inclusive adaptados a outros meios, como teatro e cinema.









Oswald De Andrade (1890-1954)
Idealizador do modernismo brasileiro, com 
Mário de Andrade (companheiro inseparável), 
Tarsila do Amaral (sua esposa na época), 
Anita Malfatti, e outros grandes nomes das 
artes, literatura, e ciência. Oswald de 
Andrade escreveu romance, poesia, obras de 
teatro e crítica literária. Era polêmico, 
transgressor, crítico e defendia a criação de 
uma cultura própria brasileira, que 
respeitasse a diversidade, em todas as suas 
formas, e se soltasse das amarras da cultura 
erudita europeia. Seus manifestos (“Pau 
Brasil” e “Manifesto antropofágico”, “Serafim Ponte Grande” e “O rei da vela”), são 
algumas de suas obras mais famosas, 
nacional e internacionalmente.






Paulo Coelho (1947)
Paulo Coelho é o Escritor brasileiro, que 
mais vendeu livros em todos os tempos no 
Brasil, e está entre os que mais venderam 
no mundo. Ultrapassando a marca dos 150 
milhões de livros vendidos (publicados em 
mais de 150 países, e traduzido em 69 
línguas), tudo o que Paulo Coelho publica 
se torna best-seller, quase que 
automaticamente. Suas histórias com 
toques de misticismo e esoterismo 
encantam um público variado, de todas as 
gerações. Há 25 anos ele não sai da lista 
dos autores mais vendidos, e está no livro 
dos recordes com o livro mais traduzido de 
todos os tempos, “O Alquimista”, disponível em 69 idiomas.



Rubem Fonseca (1925)
Desde o lançamento de seu primeiro livro de contos, “Os prisioneiros”, em 1963, Rubem Fonseca se dedicou quase que exclusivamente à literatura. É um dos autores contemporâneos mais admirados, e nome máximo da literatura brutalista, corrente literária que explora o mundo da violência urbana, com crimes, mistérios policiais e exclusão social, como pano de fundo. “A grande arte”, uma de suas obras mais famosas – na qual está inspirada a série de TV “Mandrake” – é um bom exemplo do estilo. Admirado nacional e internacionalmente, Fonseca tem uma série de prêmios no currículo e seus livros estão traduzidos em vários idiomas.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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