Perseguição de cristãos na Síria chama atenção

Foto: uol

O conflito armado na Síria, entre forças do governo e tropas rebeldes, completou dois anos, e é responsável por mais de 90 mil vítimas fatais, e milhares de desabrigados e refugiados. A vida dos cristãos também foi afetada, e muitos perderam propriedades, empregos e entes queridos, alguns por conta dos constantes bombardeios, outros devido ao caráter religioso que a guerra tem tomado.  

A crise que assola o país, ainda hoje, provoca um sofrimento terrível ao povo da Síria, trazendo enormes desafios. Em particular, a comunidade cristã (cerca de 8% da população) paga um alto preço por viver em uma zona de guerra. Todos os dias, há ameaças de destruição e morte, completa. Essa situação tem incentivado cristãos a deixarem o país, conforme revela um pastor sírio: “Como cristãos, ouvimos abertamente, que não há lugar para nós aqui, e não nos sentimos bem-vindos, por ambos os lados (governo e rebeldes). Sentimos muito medo”.  Em favor da permanência dos cristãos na Síria, a organização Portas Abertas, vem mobilizando cristãos de todo o mundo, a intercederem pelo país, e a se manifestar e ajudar, financeiramente, a Igreja síria, através de um abaixo assinado que pretende ajudar os cristãos a permanecerem no país.

O abaixo-assinado será apresentado pela organização, a instâncias globais, como o Parlamento britânico, demonstrando aos sírios, o apoio de cristãos ao redor do mundo.  Por outro lado, em meio a guerra, O Ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, anunciou na última terça-feira (16), o envio aos rebeldes sírios, de 5 mil máscaras de gás, para que eles possam se proteger do ataque com armas químicas. Em sua declaração, o ministro afirmou que a ajuda será oferecida ao Conselho Militar Supremo e a Coalizão Nacional Síria, e estão avaliadas em 656,8 mil libras (R$ 2,23 milhões). 

Segundo William Hague, esta é uma ajuda de urgência, já que existem provas que o Presidente sírio, Bashar Al Assad, utiliza armas químicas no conflito civil no país. “Temos que estar preparados para salvar vidas. Há evidências de ataques que são perpetrados com armas químicas na Síria, inclusive sarin. Achamos que o uso de armas químicas é ordenado pelo regime de Assad, enquanto a Rússia diz obter provas que os rebeldes usaram armas químicas”.

O governo britânico ainda não decidiu se fornecerá armas para os rebeldes. Na semana passada, um comitê parlamentar britânico, alertou sobre o temor de membros do Al Qaeda (que lutam com opositores sírios), terem acesso às armas químicas do regime de Damasco, o que geraria consequências catastróficas. Todos preocupados em enviar armas, sem se importar quantas vidas são tiradas por essas armas, ou quantas crianças carregam essas armas. Isso sim é uma verdadeira catástrofe.

Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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