Presidente libanês pede para UE não listar o Hezbollah como partido terrorista

Foto- brusselsjournal.com- 
Simpatizantes do Hezbollah na Inglaterra


Na última sexta-feira (19), o presidente libanês, Michel Sleiman, pediu para União Européia, não alistar o partido xiita, Hezbollah, na lista de grupos terroristas, porque o partido é um "componente essencial da sociedade libanesa".

O porta-voz do parlamento, Nabih Berri, elogiou a atitude do presidente, principalmente porque segundo ele, há uma grande pressão, de países árabes que insistem, em taxar o grupo xiita de terrorista, especialmente depois da intervenção do Hezbollah na guerra da Síria.

Ainda disse “que classificar o grupo, como partido terrorista, é uma ação muito estúpida”.

A União Européia tem levantado esta questão, de rotular o Hezbollah como um grupo terrorista ou não, após um ataque em um ônibus de turistas israelenses, que estavam na Bulgária. No entanto, o grupo xiita, nega qualquer envolvimento no atentado.

A imagem do Hezbollah no mundo é dividida, enquanto o Hezbollah é um grupo considerado terrorista pelo Canada, Estados Unidos, Argentina e Israel, outras regiões do mundo não tem a mesma opinião. Países da Ásia em geral, maior parte dos países africanos, Reino Unido e países da América do Sul, inclusive o Brasil, não consideram o grupo como um partido terrorista.  

Desde 2011, há vários membros do Hezbollah, no Parlamento Libanês, pois dentro do Líbano, para muitos (muçulmanos e cristãos) o grupo é visto, como a única resistência potente, contra Israel, porque foi graças ao esforço do grupo, que as últimas tropas israelenses saíram do Líbano, após vinte anos de ocupação.

Há ainda outros, que gostariam que o Hezbollah estivesse presente apenas para defender o Líbano de um possível confronto com Israel, mas não interferir, em absolutamente nada, na política interna do país.

Porém há pessoas que criticam o Hezbollah, pois acreditam que nenhum grupo armado deve existir no país, a não ser o Exército libanês, pois um grupo armado, não faz com que haja um balanço entre as diferentes seitas no Líbano. Por estas e outras razões muitos políticos, preferem o desarmamento do Hezbollah, e que suas armas sejam entregues ao Exército libanês.

Mas se isso ocorresse, estaria o exército forte e preparado para qualquer conflito interno ou externo? 

Essa e outras questões ainda não podem ser respondidas.


Chadia Kobeissi 
Gazeta de Beirute
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