Bloco propõe medidas para sanar crise de refugiados


O bloco Mudança e Reforma, liderado por Michel Aoun, propôs uma série de medidas para enfrentar a crise crescente relacionada aos refugiados sírios no país, dentre elas, eliminar a política de portas abertas nas fronteiras, com exceção de casos humanitários urgentes, com aprovação oficial do Ministério da Saúde e do Interior. Dessa forma, espera-se reduzir a pressão causada pelo enorme afluxo de refugiados sírios e palestinos, em todas as esferas.

Bassil Gebran, Ministro das Energias, afirmou que as medidas devem refletir os interesses da sociedade libanesa, colabora com o estado humanitário e ameniza as conspirações estrangeiras infiltradas no país.

O ministro propôs ainda, uma coordenação com o governo sírio, de assegurar o regresso de seus refugiados, para as áreas seguras, que já se encontram sob o controle do exército sírio, com as garantias políticas necessárias.

Segundo Bassil, o governo sírio informou o Líbano que ofereceria garantias de um retorno seguro, mas com certas condições associadas, que não foram reveladas pelo ministro durante a reunião. Ele sugeriu também, que fossem criados acampamentos temporários, para os refugiados que não cumprem as tais condições para o retorno seguro do governo sírio, e que o Líbano se comprometeria em continuar ajudando-os, em parceria com as organizações internacionais, e os países doadores, através da fronteira.  

O ministro se posiciona contra o estabelecimento de campos oficiais de refugiados sírios, dizendo que isso iria alterar a demografia do Líbano, sob o pretexto de um serviço humanitário, e que outros países também deveriam suportar a crise dos refugiados, tendo em seus territórios, alguns dos deslocados. A proposta inclui ainda, uma política unificada entre os municípios e as agências locais, de monitoramento dos movimentos dos refugiados em suas áreas, especificar o tipo de trabalho que eles estão assumindo, colocar fim em movimentos suspeitos de desestabilização da ordem e da paz, resolver todo e qualquer surto de saúde, e acima de tudo, remover e impedir as construções ilegais dentro dos acampamentos.

Para que as medidas sejam colocadas em prática, é necessário a aprovação do presidente e do  primeiro-ministro, além da criação de um gabinete exclusivo, para que todos os ministros envolvidos possam dar inicio a execução do projeto.

Atualmente, existe mais de um milhão de refugiados no país, incluindo refugiados palestinos, que também fugiram da violência na Síria para o Líbano, e esses refugiados, estão competindo com os libaneses, e tirando-lhes trabalho, recursos e oportunidades, afetando assim, toda a sociedade libanesa, que já sofre com falta de energia, água, serviços sociais e de saúde, afirmou Bassil ao término da reunião.

Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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