Descendentes brasileiros visitam o Líbano


De 27 de Junho a 9 de Julho, um grupo de 25 brasileiros com descendência libanesa, esteve visitando o Líbano, para conhecer o cotidiano, costumes e tradições do país, além de visitar familiares.

A viagem, organizada, anualmente, pelo Padre libanês, Silouanos Chamoun, da Paróquia Maronita de São Charbel em Campinas, visa o intercâmbio entre os descendentes e seus familiares no Líbano, além de incentivá-los a solicitar a cidadania libanesa.

O sacerdote diz que brasileiros sem qualquer origem libanesa, também se interessam pela excursão ao Líbano, e ele aceita as adesões, para que estes brasileiros sejam tão bem acolhidos no Líbano, como ele foi muito bem acolhido no Brasil. “Tenho sempre grande vontade de falar para o mundo inteiro que o Líbano não é uma terra de guerra, mas de paz, e de alegria. O país, que foi reconstruído muitas vezes, tem ânsia de vida, e não de morte, de paz, e não de guerra”, diz Chamoun.

A excursão inclui visitas a lugares turísticos e religiosos, praia, caminhada nas montanhas do vale santo, e encontro com os familiares dos descendentes, o que na maioria das vezes, acontece pela primeira vez entre as partes, causando muita emoção; e dando assim, uma noção da realidade do Líbano, e de como vivem os libaneses.

Os descendentes também se encontraram com Roberto Khatlab, Diretor do Centro de Estudos e Culturas da América Latina, na Universidade Saint-Espirit de Kaslik (CECAL – USEK), onde eles podem participar de uma palestra sobre o Líbano, sua história, arqueologia, emigração, e a importância de se manter os laços familiares, entre os dois países.

 “É importante para os descendentes conhecer a cultura de origem deles. No Brasil, os eles são chamados de descendentes de libaneses. No Líbano são chamados libaneses imigrantes. O Líbano nunca se esqueceu deles. E a Igreja Maronita imigrou também, atrás deles, para lhes dar o apoio e os sacramentos espirituais”, disse o padre.  

Além da excursão anual, o padre realiza em Campinas, várias atividades de resgate da cultura libanesa, como música e canto em aramaico, onde ele montou um coral que se apresenta em aramaico, e ainda oferece aulas gratuitas de árabe, dabke, danças folclóricas, além de realizar palestras de integração cultural.

A viagem não tem fins lucrativos, e recebe apoio financeiro da Ordem Libanesa Maronita nas despesas, o que acaba reduzindo o valor da viagem aos interessados. O preço da viagem varia de acordo com a companhia aérea, e a agência de viagens, mas de forma bem acessível; e o valor inclui estadia em hotel, três refeições, transporte, e entradas nos lugares turísticos.  


Fonte e fotos: ANBA, Arquidiocese de Campinas, Ordem Libanesa Maronita e Padre Silouanos.

Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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