Egípcios protestam contra repressão

Foto: Globo

Apoiadores do Presidente deposto, Mohamed Mursi, pediram aos egípcios que tomassem as ruas na última segunda-feira (12) para frustrar qualquer tentativa de repressão policial, em dois acampamentos mantidos por manifestantes islâmicos no Cairo, há semanas. 

Autoridades disseram que a polícia iria agir de madrugada para desmontar os acampamentos, numa ação que poderia resultar em confrontos sangrentos com aqueles que buscam a restituição de Mursi. No entanto, até o meio-dia (horário local) a polícia ainda não tinha agido. Um grupo pró Mursi, que inclui a Irmandade Muçulmana, convocou protestos em todo o país contra os militares, que derrubaram em 3 de julho, o primeiro líder eleito, democraticamente, do Egito, após protestos contra o governo.

"A aliança exorta o povo do Egito em todas as províncias a sair em marcha nesta e a se reunir em todos os lugares", disse o grupo em um comunicado. Fontes de segurança e uma autoridade do governo, disseram que a polícia iria iniciar as ações contra os dois acampamentos, no início da semana, para acabar com um impasse, que já dura 6 semanas, colocando em lados opostos, multidões que exigem a reintegração de Mursi, e o governo instalado pelo Exército. 

Enviados ocidentais e árabes, e alguns altos funcionários do governo egípcio, têm pressionado o Exército a evitar o uso de força. Apoiadores de Mursi têm fortalecido os acampamentos, com sacos de areia e pilhas de rochas, no aguardo de uma ação das forças de segurança, que disse que a ação contra os manifestantes, havia sido adiada, porque mais pessoas haviam chegado aos acampamentos de protesto, após a notícia de que a repressão era iminente.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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