EUA fecha embaixadas e consulados no Oriente Médio

Foto: AFP/ MOHAMMED HUWAIS

No último domingo (4), os EUA, fecharam a 22 unidades de seus consulados e embaixadas nos países árabes. Embora não tenha havido nenhuma ameaça específica, o governo americano resolveu reforçar suas medidas de segurança, em diversos países do Oriente Médio, depois de Washington ter advertido que possíveis atentados do Al-Qaeda poderiam ocorrer durante o mês de agosto.

Em Sana, as forças de segurança iemenitas, apoiadas por veículos blindados, foram mobilizadas em frente às embaixadas dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, entre outros países, enquanto um drone, provavelmente americano, sobrevoava a capita durante a tarde. No bairro de Hadda, no sul de Sana, onde está concentrada a maior parte das embaixadas e residências diplomáticas, entre elas as da França, Alemanha e Arábia Saudita, havia grande contingente de homens das forças especiais da Guarda Presidencial. "Nós já estávamos em estado de alerta, mas redobramos a vigilância", declarou um policial iemenita.

O Alto Comitê de Segurança realizou no início da semana, operações nas estradas dos arredores de Sana, e nas vias que ligam a capital, às grandes cidades do país. "É uma medida preventiva durante os seis últimos dias do Ramadã", período marcado com frequência, por atos de violência, causados por extremistas, segundo uma fonte de segurança. Os EUA, Reino Unido, França e Alemanha decidiram fechar suas embaixadas até a última segunda-feira (5), após a advertência de Washington. A ameaça de atentados do Al Qaeda, afeta todas as representações ocidentais, advertiu o Chefe do Estado-Maior americano, Martin Dempsey. As ameaças são "mais específicas", mas não se sabe o alvo exato.

O alerta americano indicava um risco elevado de atentados do Al Qaeda no mês de agosto, "principalmente no Oriente Médio, norte da África, e Península Arábica". Ao mesmo tempo, o governo americano advertiu todos os seus cidadãos, residentes no exterior, a respeito do perigo frente à ação do terror. Uma reunião sobre as ameaças terroristas do Al Qaeda foi realizada no último sábado (3), na Casa Branca. A Interpol emitiu um alerta global de segurança, no qual pedia que os países membros desta organização de cooperação policial, aumentassem a vigilância, frente à ameaça do Al-Qaeda; visto que o mês de agosto marca o aniversário de vários ataques terroristas violentos, na Índia, Rússia e Indonésia. 

Em uma gravação que circula os fóruns jihadistas há um mês, o líder do Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, acusa os EUA de terem armado um "complô" com o Exército egípcio, e com a minoria copta, para destituir o Presidente islamita, Mohamed Mursi, no início de julho.  O Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), com base no Iêmen é muito ativo, e considerado pelos americanos o braço mais perigoso da rede extremista no mundo.


Therese Mourad 
Gazeta de Beirute
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