EUA reabrem embaixadas fechadas

Foto: UOL

Algumas embaixadas americanas, fechadas no dia 4 de agosto, por um alerta de segurança envolvendo riscos de ataques da rede terrorista Al-Qaeda, reabriram neste domingo (11), enquanto outras permaneceram fechadas, devido a feriados muçulmanos, que marcaram o fim do mês sagrado do Ramadã. A Embaixada de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e o Consulado Americano em Dubai, reabriram, já que o feriado, que marca o fim do mês de jejum, chegou ao fim, no país. A Embaixada na Líbia, também reabriu neste domingo.

Na Arábia Saudita, a Embaixada em Riad, e os Consulados de Jidá e Dhahran, permaneceram fechados, assim como, a Embaixada Americana, no vizinho Qatar. Elas devem reabrir no dia 14 de agosto, quando os feriados terminarem nestas duas nações. No Bahrein e no Kuwait, as Embaixadas Americanas devem reabrir na próxima segunda-feira.

Washington fechou as suas missões no Oriente Médio, e na África, na semana passada, depois de um alerta de segurança. Comunicações interceptadas teriam captado mensagens eletrônicas, entre o Chefe do Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, e o Líder da rede radical islâmica, na Península Arábica (cuja sede encontra-se no Iêmen), Nasser al-Wuhayshi.

Nas mensagens, Al-Zawahiri ordenava a organização de atentados, a partir de domingo passado (4). Os Estados Unidos informaram na sexta-feira (9) que todas as embaixadas fechadas, seriam reabertas nesta semana, com exceção da missão no Iêmen. O Senador, Saxby Chambliss, principal republicano no Comitê de Inteligência do Senado, disse: ”Há uma enorme quantidade de conversas lá fora, esta é a mais séria ameaça que eu vi nos últimos anos”, no programa da NBC, Meet the Press. 

Uma autoridade do serviço de inteligência dos Estados Unidos, disse à Reuters, que houve discordância dentro da comunidade de inteligência, sobre se o alvo em potencial seria o Iêmen, ou a região, de forma mais ampla; razão pela qual o alerta do Departamento de Estado, descreveu que um ataque "poderia ocorrer na Península Arábica, ou emanar dela". 

A informação sobre a ameaça também veio às vésperas da celebração do Eid, no final do mês sagrado muçulmano do Ramadã, no final desta semana, e pouco mais de um mês, antes do aniversário do atentado de 11 de Setembro de 2001.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute

Fonte: Reuters e Euronews
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