Líderes pedem sabedoria para evitar conflitos internos


O Grand Mufti, Sheikh Mohammad Rashid Qabani, disse o duplo atentado com carros-bombas em frente às mesquitas de Trípoli, era um convite para a luta interna entre libaneses, e ele pediu a sunitas e xiitas, para se unirem e resistirem à provocação.

 O Sheik procurou acalmar as tensões sectárias que vêm aumentando nos últimos anos, em virtude do conflito da Síria, e declarou: "Os muçulmanos devem saber que, o bombardeio nos subúrbios ao sul de Beirute na semana passada, não é uma bomba plantada pelos sunitas, e que a explosão em Trípoli ocorrida hoje, não era uma bomba xiita... elas foram plantadas por aqueles que procuram envolver o Líbano em conflitos regionais internos”.

E acrescentou: "Amanhã, eles vão bombardear todas as áreas do Líbano, para inflamar conflitos entre sunitas e xiitas, e conflitos generalizados na região", afirmando ainda, que Israel se beneficia das divisões entre muçulmanos, e das disputas internas, para distrair a todos, da causa palestina. “O Líbano não vai ficar superar essa crise se não estivermos unidos", afirmou o Mufti.

O Hezbollah declarou que também condena as explosões em Trípoli, e que esses ataques visam dividir a região e incitar confrontos sectários. "Estas explosões terroristas gêmeas são parte de um plano criminoso, com o objetivo de plantar as sementes da discórdia entre os libaneses, e arrastá-los para lutar sob a bandeira do confessionalismo e sectarismo", afirmou o líder do Hezbollah, em um comunicado. "Isso, serve os perniciosos projetos internacionais, de dividir a região e afogá-la em sangue e fogo", acrescentou. Hasan Nasrallah.

Condenando completamente o ataque mortal, o líder do grupo xiita, disse também, que isso era a continuação de um projeto que visa arrastar o Líbano ao caos, para cumprir as metas do inimigo sionista, e os planos por trás dele. 

"Nós nos solidarizamos com os nossos irmãos, e as pessoas de Trípoli nestes trágicos momentos, em que o sangue inocente, está sendo derramado sem razão", disse Nasrallah, que também pediu às figuras locais a serem sábias e absterem-se de responder, ao que o Hezbollah descreveu como, "rumores e acusações, que visam destruir este país e seu povo". 


Claudinha Rahme 
Gazeta de Beirute
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