Vampiros - Origem e mitos

A palavra “vampiro” surgiu no século XVIII, derivada da palavra “Vampir”, 
existente no idioma sérvio. 

Algumas lendas da Hungria e da 
Eslováquia, diziam que homens 
suicidas saiam de seus túmulos à 
noite, e atacavam as pessoas 
sugando seu sangue, e depois 
voltavam, em forma de morcegos, 
para os seus túmulos, antes do sol 
nascer; e que suas vitimas eram 
transformadas em vampiros após 
serem mordidas por eles. 

De acordo com as crônicas do livro fictício intitulado, “O Livro de Nod” (Editora White-Wolf) a verdadeira origem dos vampiros, estava ligada a história bíblica Judaico-Cristã de Caim e Abel; onde Caim após matar Abel, foi amaldiçoado por Deus, e os anjos exigiram que ele pedisse perdão a Deus por seus atos. Mas, Caim muito orgulhoso, preferiu aceitar punição: Horror ao fogo e à luz, vida eterna e solidão, o que o transformaria no primeiro vampiro que existiu. 

Outra história envolve Vlad Tepes (ou Vlad III), mais conhecido como “Drácula” (Draculea), que nasceu na Transilvânia no século XV, e que foi um homem muito cruel com seus inimigos. O termo Drácula em romeno significa “filho do Dragão”, e era usado à Vlad III, em virtude de seu pai (Vlad II), ter sido um dos cavaleiros da Ordem do Dragão. O sufixo “ea” em romeno significa “filho de”, portanto, nesse caso, “filho do dragão”.

Em 1897, o Escritor Bram Stoker escreveu o romance “Drácula”, inspirado em Vlad Tepes, para criar seu personagem principal: um homem culto, galanteador, poderoso, e por trás disso tudo, um vampiro cruel. Depois do livro de Bram Stoker, diversos outros livros relacionados, surgiram desde então, bem como filmes, cujo mais recente, ridicularizou a personalidade fria e sombria da casta vampiresca, transformando o vampiro, num ser romântico e delicado... (vide “Crepúsculo”).

De fato, todos os países do mundo, possuem suas lendas e mitos, de acordo com sua história, costumes e crenças. E o Brasil, não poderia ficar de fora na lista dos países com lendas e mitos envolvendo o notório vampiro; onde há alguns relatos de supostos ataques de vampiro, em alguns estados. No nordeste, o povo conta a história do “Encourado”, um homem trajado de preto que sai a noite para sugar o sangue de suas vítimas. 

Em Manaus, existem relatos de uma vampira que suga o sangue de suas vítimas, e depois corre para os rios, onde se transforma em uma sereia, e desaparece na água. Em Guarulhos, na grande São Paulo, em 1973, o corpo de um rapaz foi encontrado com perfurações idênticas as vistas em filmes de vampiros, em seu pescoço. E há também relatos de pessoas que acreditam serem elas vampiras... Bom, sobre essas pessoas, melhor nem comentar...  Mas, analisando um vampiro, pelas técnicas modernas atuais, poderíamos chegar facilmente à conclusão, de que vampiros (se existissem), sofriam de TOC!

Vejamos a seguir, algumas desmistificações, sobre as origens e mitos, em torno dos vampiros:

MORCEGOS: De fato, ambos têm algumas coisas em comum. São criaturas noturnas, algumas espécies bebem sangue, possuem sentidos agudos, de olfato e audição. Porém, existe apenas uma minoria de morcegos hematófagos, e isso acabou generalizando toda a categoria, e associando-os ao mito do vampiro, talvez isso tenha vindo do folclore romeno, onde era dito que se um morcego, inseto, ou outra criatura voadora, sobrevoasse um cadáver, ele poderia se transformar em um fantasma ou morto vivo.

SENSIBILIDADE À LUZ: O mito de que os vampiros não podem sair à luz, e queimam no sol, certamente tem relação com uma doença chamada Porfiria, cujo doente, tinha bolhas pelo corpo, e seu organismo era incapaz de reparar as células de sua pele, de danos causados pelos raios ultravioletas, o que os fazia, não andar muito ao sol.

AVERSÃO A ALHO: Outro símbolo clássico do folclore vampiresco. E mais uma vez, a Porfiria responde por esse mito. O alho contém substâncias químicas que agravam os sintomas da doença, fazendo com que os doentes o evitassem a todo custo. O mesmo se aplica a pessoas com outras alergias severas.  

FALTA DE REFLEXO NO ESPELHO: De fato, espelhos sempre tiveram 
importância no folclore, e estão associados à morte. Uma superstição na Bulgária, por exemplo, diz que se a reflexão de um cadáver fosse mostrada em um espelho, ou se os espelhos não fossem cobertos, na presença de um cadáver, havia maior probabilidade de que acontecesse outra morte. Era costume ainda, remover um cadáver de uma casa pela janela, e nunca pela porta da frente; para desestimulá-lo a regressar a casa, e reclamar um membro da família. E entre os que sofriam de Porfiria, era comum abandonar os espelhos, para que eles não vissem seu aspecto macabro.

PRESAS: Mais uma vez, a Porfiria entra em ação. A doença, que é chamada de doença do vampiro, é uma doença genética recessiva, que se caracteriza pela pouquíssima produção de hemoglobina no sangue. Dizem que ela surgiu em virtude dos casamentos entre a nobreza europeia. Dentre as complicações cutâneas da Porfiria, podemos listar: fotossensibilidade (sensibilidade à luz), bolhas, comichões e inchaços na pele, anomalias no crescimento de pêlos e cabelo (o que explica o mito da Licantropia), alterações de pigmento na pele, deterioração dos lábios e do nariz, e recuo dos tecidos das gengivas e lábios. A aparência de alguém com os lábios e gengivas diminuídos é horrível e assustadora, pois os dentes caninos, literalmente, saltam para fora. Na maioria dos países europeus, se uma criança nascia dessa forma, ela era considerada, uma vampira.

BEBER SANGUE: De novo, a culpa é da Porfiria. O principal sintoma da doença é uma deficiência de hemoglobina no sangue, então era uma prática comum entre as pessoas doentes, beber grandes quantidades de sangue fresco, na esperança de que isso proporcionasse o mesmo efeito de quando alguém toma um suplemento, para atender a sua necessidade diária, de uma vitamina. Embora os doentes, na época, provavelmente, não conhecessem os detalhes de sua doença, eles assumiam que ela era uma doença de “sangue ruim”. 

CADÁVERES NÃO DECOMPOSTOS: Quando surgia a suspeita de vampirismo numa aldeia, não era incomum que as pessoas exumassem os corpos de seus entes para conferir se haviam sinais de um vampiro na sepultura. Segundo a lenda, normalmente, o cadáver de um vampiro parece fresco (ou seja, não apresenta avançado estágio de decomposição), suas bochechas são rosadas, os lábios são vermelhos, e seus cabelos unhas, parecem ter continuado a crescer. Entretanto, um conhecimento básico em decomposição, pode explicar esses sinais. 

A falta de ar fresco, e a temperatura mais baixa embaixo da terra, podem “preservar” um cadáver, e assim, retardar os sinais de decomposição. No caso de cadáveres inchados, o sangue seria empurrado para a superfície da pele, deixando suas bochechas rosadas, os lábios vermelhos, e até mesmo sangue na boca. Quando o oxigênio atinge o sangue, ele se liga à hemoglobina, mudando sua forma e aparência. 

Devido à temperatura constante, e as condições no subsolo, seria necessário mais tempo para que o sangue secasse, e mudasse sua aparência vermelha brilhante. Os cabelos e unhas têm a aparência de continuar crescendo após a morte, apenas à primeira vista. Quando o corpo expira, a perda de umidade na pele faz com que ela recue, dando a ideia de que as unhas e os cabelos cresceram.

ESTACA NO PEITO: Muitos países têm referências a esse método, bem como madeiras específicas que deviam ser usadas para matar os vampiros. Alguns tipos de madeira, inclusive, têm seu simbolismo ligado ao cristianismo. Este mito surgiu através da ideia de que a madeira devia ser enfiada na cavidade torácica, para assegurar a deflação de um cadáver inchado, e ele fosse, assim, esvaziado, antes de sua transformação em um morto-vivo, se completar. Nesse processo, gases saíam do intestino, do esôfago e estômago do cadáver, produzindo sons, o que levava as pessoas a acreditar, que elas haviam conseguido matar o vampiro.


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute 

 Fonte: Listverse
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