Vaticano criticou o oportunismo de Dilma Rousseff


Na tentativa desesperada, de escapar da crise que chacoalha o governo, a Presidente Dilma Rousseff acrescentou mais uma derrota política ao seu currículo. Aproveitando a visita do Papa Francisco para distrair a opinião pública, Dilma abusou do oportunismo ao pedir ao religioso, apoio da Igreja Católica para projetos internacionais de combate à fome. 

Trata-se de uma estratégia velha e conhecida, muito utilizada pelo então Presidente Lula, agora um bem sucedido lobista de empreiteiras, para minimizar os efeitos colaterais dos escândalos de corrupção que marcaram seus dois governos.

A cúpula do Vaticano descartou a possibilidade de aceitar o pedido da presidente, assim como não quer ver a Igreja Católica sendo usada, como massa de manobra, por um governo que está debaixo de sérias acusações, e que enfrenta uma incontestável crise de credibilidade.

A necessidade de colar sua imagem à popularidade crescente do papa Francisco, levou Dilma a um ato impensado. A presidente enviou ao Vaticano, uma carta em que pediu para que o Papa transformasse sua vinda ao Brasil, em viagem de Chefe de Estado; o que, de acordo com o protocolo, o obrigaria a fazer escala em Brasília. Conhecedor das muitas artimanhas que impulsionam a política, o Papa descartou de imediato, o pedido de Dilma.

A presidente inclusive não esteve presente na despedida de Sua Santidade, e enviou seu representante, Michel Temer, Vice Presidente da República. O Papa Francisco esteve no Brasil, como Chefe da Igreja Católica, com o objetivo específico, de participar da Jornada Mundial da Juventude, e não para encontros políticos. Além disso, Jorge Mario Bergoglio, por sua trajetória, dificilmente se submeteria a uma armação partidária. 

O cunho meramente religioso da viagem papal ficou claro no posicionamento do pontífice, que não quis a presença de políticos, durante a visita à favela Varginha, no Rio. “O contato visava o povo, justamente o povo mais esquecido pelos governantes”, declarou um representante do Vaticano à imprensa.


Silvia Tohmé
Gazeta de Beirute
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