ESQUADRÃO ANTIBOMBAS TRABALHANDO A TODO VAPOR


O esquadrão antibombas das Forças de Segurança Interna vem trabalhando em ritmo acelerado e sob a crescente pressão, diante dos frequentes receios de ataques, e suspeitas, de carros-bomba. Segundo informou um oficial da divisão, eles vêm treinando diversos oficiais, o que leva certo tempo, e por isso, vêm enfrentando dificuldades para atender a demanda de até mil ligações por dia, relatando sobre carros suspeitos.

O esquadrão antibombas, durante o procedimento de treinamento, realiza curso acadêmico com seus aspirantes, com duração de seis meses, na sequência, passam pelo treinamento prático, com duração de dois anos e meio, e ao término, recebem apoio de países europeus, dos EUA, e países árabes, como a Jordânia, por exemplo, na fase de formação. A divisão conta ainda, com o apoio do Exército na realização das investigações. 

A divisão do esquadrão antibombas, baseada em Beirute, requer ainda outras especializações não reveladas pelo oficial, e afirma a necessidade de se criar subdivisões do esquadrão em cada governadoria, para oferecer atendimentos fora da capital, sem descentralizar o contingente da capital. Os proprietários dos veículos suspeitos, em sua maioria, são rastreados pelas autoridades pela placa do veículo, porém, quando o proprietário não é localizado, o esquadrão é acionado para abrir o veículo e preparar-se para desarmar uma possível bomba. 

Em centenas de atendimentos realizados, sobre carros suspeitos, não foi encontrado nenhum explosivo, mas o esquadrão incita a população a manter-se vigilante, e pede também aos proprietários, que coloquem suas informações de contato no para-brisa dos veículos estacionados. Em contra partida, pessoas que tiveram seus carros danificados pelo esquadrão, para conferir as suspeitas, reclamam dos danos causados em seus veículos, e reclamam também, do tratamento que lhes é dado, diante de suas reclamações. 

O esquadrão, porém afirma que arrombar um veículo é o ultimo recurso utilizado pela divisão, para conferir uma suspeita de bomba em veículos que são estacionados em um determinado local, e para os quais, não há nenhum aparato de segurança que os permita localizar informações ou o proprietário do veículo. E acrescentou que carros estrangeiros não estão registrados no sistema, o que dificulta o rastreio e investigação preliminar, deixando-lhe a opção de arrombar o veiculo para conferir a suspeita.

A função do esquadrão antibombas, vai além dessas inspeções sob os veículos suspeitos, eles são responsáveis também pelas inspeções em locais e espaços usados para eventos, remoção de dispositivos explosivos não detonados, remanescentes da guerra civil e da guerra com Israel, e ainda, coletar provas após uma explosão, para determinar o tipo de material utilizado, tamanho do explosivo, e método de detonação.

O oficial afirmou que um dos grandes desafios do esquadrão vem sendo na identificação dos dispositivos utilizados, porque os fabricantes vêm usando tecnologia cada vez mais avançada, o que os obrigada a estar atentos a métodos usados pelos terroristas, que estão sempre à frente de tudo o que há de mais novo e moderno em relação a explosivos. Ele mencionou como exemplo, os explosivos de autodestruição, que deixam poucas evidências a serem coletadas. 

De acordo com o oficial do esquadrão antibombas, qualquer veiculo, de qualquer marca e modelo, pode ser usado como carro-bomba, e a população deve ficar atenta a veículos estacionados em locais incomuns, ou que estejam com placas obscuras, alteradas, ou ainda, que aparentem estar com alguma carga pesada. 

Ele acrescentou ainda, que a sociedade está diante de uma clara ameaça, e que todos devem ficar atentos à isso, e serem mais responsáveis, colocando identificações em seus veículos estacionados, e não hesitar em continuar relatando os veículos suspeitos.

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