Exposição de Emanuel Nassar no Rio de Janeiro


O Museu da Chácara do Céu do Rio de Janeiro inaugurou no início do mês, a 2ª Exposição 2013, do projeto “Os amigos da gravura”, com as obras de Emmanuel Nassar, que poderão ser vistas, gratuitamente, até 25 de novembro.

A obra criada por Nassar para o projeto é um múltiplo de 50 peças, de um díptico, composto de uma tela e uma madeira MDF, pintados um a um, em cores e combinações diferentes. Todos levam as iniciais do nome do artista, EN, a numeração e o ano da tiragem.

A exposição, composta por um grande painel com os 50 dípticos será, aos poucos, desfeita, na medida em que as obras forem sendo compradas, e, portanto, retiradas do painel, sofrendo mutações e perdas contínuas. 

A obra trata das mudanças, percursos e transitoriedades, conciliando geografia, luz e os sons da cidade, remetendo à atmosfera urbana de suas fotos, e pinturas em chapas metálicas.

O artista
Emmanuel Nassar é nascido em Capanema, no Pará, em 1949, e formado em Arquitetura. Ele foi Redator e Diretor de Arte em agências de publicidade de Belém. Nassar acabou tornando-se conhecido na década de 80 em virtude de sua pintura sobre tela, madeira, e chapas metálicas, com citações e apropriações, precárias e irônicas, que vão do universo da cultura popular às diversas correntes da arte contemporânea, numa versão brasileira.

Ele ainda realizou ao longo de sua carreira, diversas exposições individuais, participou de bienais de São Paulo (1989 e 1998), da coletiva UAB-C Stedelijk Museum, de Amsterdã, entre outras, e em 2011, ele ainda participou da 8a Bienal do MERCOSUL. Suas obras são encontradas em diversos acervos de diversos museus brasileiros.

O Museu:
O Museu da Chácara do Céu, localizado no alto de Santa Teresa no Rio de Janeiro, e pertencente ao IBRAM, tem historias que remontam a 1876. A chácara foi herdada pelo Colecionador de Arte, Raymundo Ottoni de Castro Maya, em 1936.


Sua construção atual, projetada em 1954, pelo Arquiteto, Wladimir Alves de Souza, foi transformada em museu, para abrigar uma de suas coleções particulares, e a modernidade de sua arquitetura, além de sua localização, que integra os jardins, permite uma vista de 360 graus da baía da Guanabara, e de toda a cidade. Ao lado do museu, encontra-se o Parque das Ruínas, que também oferece um mirante com uma vista magnífica.

O acervo do museu, contra com: 
- A coleção de arte europeia, com pinturas, desenhos e gravuras de artistas consagrados, como Matisse, Modigliani, Degas, Seurat, Miró; 
- A coleção de arte brasileira, com trabalhos de Guignard, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antonio Bandeira, e o maior acervo público de obras de Portinari; 
- A coleção de Brasiliana, com mapas dos séculos XVII e XVIII, pinturas a óleo, aquarelas, desenhos e gravuras de viajantes do século XIX, como Rugendas, Chamberlain e Taunay, e os mais de 500 originais de Jean-Baptiste Debret, adquiridos em Paris, em 1939 e 1940; 
- A Biblioteca Castro Maya, com 8 mil títulos, entre livros de arte, literatura brasileira e europeia, e também algumas das mais importantes publicações dos primeiros viajantes do século XIX.

Serviço: 
Rua Murtinho Nobre, 93 - Santa Teresa | Tel. 3970-11226. 



Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute
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