Justiça reabre caso do suicídio de Amina Ismail


O caso do suicídio da jovem Amina Ismail, ocorrido em agosto, foi reaberto nesta semana a pedido da Juíza Randa Yakzan, após o levantamento de questões por familiares de Amina, de que talvez seu marido Kifah Fairouz Ahmad, possa tê-la induzido ao suicídio. 

Yakzan pediu à Inteligência das Forças de Segurança interna, para que fossem ampliadas as investigações, com base nos documentos recolhidos e apresentados por familiares da jovem, que suspeitam do envolvimento, e suposta indução, do marido no suicídio de Amina. 

Ahmad e sua família relataram na ocasião, que Amina sofria de ansiedade e problemas psicológicos, e estava tomando medicação controlada, e que talvez tenha tido um surto, que a levou a pular da varanda do oitavo andar de seu apartamento. Porém, a autópsia revelou que a jovem não havia feito uso de nenhuma medicação, ou outro tipo de droga, levantando assim, as suspeitas na família da jovem, de que Ahmad a tenha motivado. 

O casal, que estava casado há apenas 7 meses e residia na Angola, onde Ahmad trabalha no ramo de diamantes, estava no Líbano há poucos dias, com o objetivo de conferir as reformas do imóvel do casal, situado em frente a residência dos pais de Ahmad em Ramlet Al-Baida. 

No dia do incidente, o casal havia subido pela primeira vez no imóvel, para conferir os andamentos das reformas, e a polícia acreditou que Ahmad estava filmando o imóvel, quando percebeu que sua esposa estava sentada no parapeito da varanda, na intenção de saltar, e sem perceber, continuou a filmá-la, registrando dessa forma, o momento em que Amina saltou para a morte. 

Porém a família de Amina, não acredita nessa versão apresentada, e acredita que Ahmad a conduziu ao suicídio, e quer saber o motivo, o que havia de tão grave para que ele conseguisse conduzir Amina a suicidar-se com tamanha facilidade e determinação. 

A família de Amina contratou um técnico para analisar o vídeo que circulou na internet, registrando os últimos minutos de vida da jovem, para descobrir se houve manipulação ou edição na gravação, onde, inclusive não se houve o que ela falou para Ahmad minutos antes de saltar.

Os investigadores apresentaram ainda, um pedido de quebra de sigilo nos telefones do casal, para descobrir se ele foi o único que ligou para a Defesa Civil naquele dia. Ahmad, que retornou a Angola, será intimado para interrogatório durante a reabertura do inquérito.


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute 
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