Aluno sofre agressão física em escola de Trípoli

Foto: Stringer (TDS)

Na última semana, Elias Kamil Khoury, aluno do 6º ano de uma escola pública de Mina, em Trípoli, passou por agressão e humilhação, dentro de sala de aula, por seu Professor, Ugena Khristo, por não ter cumprido um castigo, de escrever uma sentença 100 vezes em seu caderno, cada linha com uma cor diferente.

Ao constatar que Khoury não cumpriu o castigo, o professor ordenou que o aluno se levantasse e ficasse na frente da sala, com o rosto virado para a parede; e em seguida, ordenou que os outros 26 alunos descem-lhe tapas no pescoço, sob a ameaça de receberem a mesma punição, caso se recusassem a agredir Khoury.

Assustado, o estudante não contou o ocorrido aos seus pais, mas Marie, a mãe de Khoury notou as marcas em seu pescoço, e registrou uma queixa no Ministério da Educação, com um laudo médico, confirmando que Khoury havia sido agredido. 

O Ministro da Educação, Hassan Diab, e o Ministro de Assuntos Sociais, Wael Abu Faour, acompanharam o caso e abriram uma investigação sobre o incidente, a pedido do Presidente Michel Sleiman, que se encontrou com a mãe de Khoury, e condenou veementemente o incidente, exigindo que Diab e Faour continuassem acompanhando o caso.

A Secretaria da Educação abriu uma investigação e auditoria sobre o caso, para apurar os detalhes do incidente, e pediu ainda, para que sejam tomadas as medidas necessárias, contra os envolvidos, no caso da agressão contra o jovem estudante.

Segundo Sleiman, o recinto escolar é suposto de ser um local seguro e de aprendizado às crianças, e não um local onde elas devam ser humilhadas, castigadas ou agredidas. 


Claudinha Rahme
Gazeta de Beirute

Foto ao lado: Antoine Amrieh (TDS)
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