O Abate Kosher e o Abate Halal


Você já viu algum muçulmano que não come carne? Na maioria das vezes, não é porque ele é vegetariano, mas sim porque só come a carne HALAL (permitida). Um dos hábitos dos muçulmanos é o consumo da carne apenas através do abate islâmico.

O abate islâmico (Halal) deve ser realizado em separado do não- halal, sendo executado por um muçulmano mentalmente sadio, conhecedor dos fundamentos do abate de animais no Islã. As normas básicas a serem seguidas para o abate halal são estas: serão abatidos somente animais saudáveis, aprovados pelas autoridades sanitárias e que estejam em perfeitas condições físicas; a frase “Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso” deve ser dita antes do abate; os equipamentos e utensílios utilizados devem ser próprios para o Abate halal

A faca utilizada deve ser bem afiada, para permitir uma sangria única que minimize o sofrimento do animal; o corte deve atingir a traqueia, o esôfago, artérias e a veia jugular, para que todo o sangue do animal seja escoado e o animal morra sem sofrimento; inspetores mulçumanos acompanharão todo o abate, uma vez que eles são os responsáveis pela verificação dos procedimentos determinados pela Sharia (jurisprudência islâmica); todo o preparo, processamento, acondicionamento, armazenamento e transporte devem ser exclusivos para os produtos halal ,que obrigatoriamente são certificados e rotulados conforme as leis islâmicas.

Uma das regras é verificar também se o animal, antes de ser abatido, está com sede ou fome, pois ele não deve ser abatido sem estar saciado. E se no caso houver alguma agressão ou o animal ficar agonizando de dor, não será considerado HALAL, tudo deve ser bem rápido.

Mas não só no Islamismo, no judaísmo, também há um abate especial, para que o consumo da carne seja permitido entre os judeus, é o abate Kosher.

O objetivo do ritual judaico é proporcionar a eliminação do máximo de sangue possível no sacrifício do animal, sem que este sofra (assim como no islâmico). 
Isso é obtido pela degola do animal ainda vivo, de forma a conferir uma rápida inconsciência e insensibilidade. A degola é feita pelo corte das artérias carótidas e veias jugulares, sem atingir as vertebras cervicais.

A faca utilizada no ritual, chamada chalaf, apresenta quase meio metro de comprimento e deve estar sempre afiada, sendo examinada após cada execução. Numa degola executada com um golpe rápido, 95% dos animais atingem a inconsciência num intervalo máximo de dois segundos, não causando dor ao animal. Após o abate, um inspetor verifica os órgãos internos do animal para procurar alguma anormalidade fisiológica que torne a carne não-Kosher.  Vale citar que muçulmanos e judeus também não comem carne de porco.

Já no Brasil, o maior exportador de carne bovina do mundo, há uma outra maneira de fazer o abate:

Os animais são transportados para o abatedouro em caminhões. Muitas vezes devido à distância, umidade, temperatura elevada e principalmente superlotação de animais, causa estresse aos bovinos.

Na chegada ao abatedouro os animais são separados por lotes de acordo com a procedência, onde permanecem em repouso e jejum, apenas com dieta hídrica por 24 horas afim de reduzir o conteúdo gástrico. 
Também é feita avaliação dos animais como sanidade, vacinações feitas. 

Após o descanso os animais são encaminhados para o abate, passando pela seringa (corredor que vai afinulando) e onde recebem banho por aspersão. Esse banho é feito com água fria clorada a fim de aumentar a pressão sanguínea e ajudar no momento da sangria, além de higienizar os animais e acalmá -los.

O atordoameto ou insensibilização tem por objetivo de deixar o animal inconsciente e evitar o sofrimento desnecessário. 

Os animais são encaminhados ao boxe de atordoamento que é feito através de pistola de dardo cativo ou marreta pneumática, que atinge diretamente o cérebro.

Em seguida o fundo do boxe abre e os animais caem numa área chamada "área de vômito", pois geralmente ele vomitam e assim recebem um jato para limpeza. Logo é feita a pendura, onde os bovinos são pendurados pela pata traseira e são transportados através de trilhos para se fazer a sangria.

A sangria ou degola é feita por corte no pescoço atingindo os grandes vasos. É onde o animal morre, por falta de oxigenação no cérebro. O sangue que escorre é coletado na calha e direcionado para armazenamento em tanques, parte desse sangue pode ser vendido para indústria de beneficiamento onde haverá a separação da fibrina, albumina e plasma. 

Vale lembrar que após  a sangria de cada animal que é feita por facas, estas são assepticamente higienizadas para que não ocorra contaminação das carcaças. 

Esse é um processo rápido, deve durar em torno de 4 a 5 minutos, mas apenas sai por volta de 60% do sangue, o restante permanece retido nas vísceras e músculos, afim de evitar problemas na carne. 

Então fica bem definido, que enquanto no abate do Brasil, não há a retirada total do sangue do boi, no abate halal e kosher, é totalmente necessário, que saia todo o sangue do animal.


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute

Fontes-infoescola
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2 comments:

  1. Que mentira.., 2 segundos.! Fica consciente por uns dois MINUTOS agonizando. Por que não coloca um video para as pessoas verem.? Não é rápido assim não. Já que não cortou a medula ou passou por algum processo pra entorpecer, como um martelo pneumático por exemplo, o boi fica consciente enquanto vai se enfraquecendo. Só quem nunca viu um boi ser morto pra acreditar nessa.

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  2. A verdadeira carne Kosher ou Halal esta viva nos animais vivos e não abatidos o verdadeiro kosher ou halal é o não abate e a abstinência da carne por humanos pois sempre ha o sofrimento do animal. Não ha uma verdadeira obrigação ou justificativa científica para os humanos sobreviverem de consumir carne dos outros animais.

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