Ashura em vários locais do Brasil

Nesses dez dias, os muçulmanos xiitas, relembram o martírio do neto do Profeta Muhammad(s), Imam Hussein (a.s), e pela primeira vez na história do Brasil, o sacrifício desse grande homem, foi relatado em vários locais do país, e não apenas no árabe, mas em português.

As pessoas vestidas de preto, todas em sinal de luto, pela história que é contada até hoje.

Na Mesquita Mohammad Mensageiro de Deus, São Paulo, mais de 500 pessoas, entre homens, mulheres e crianças estão comparecendo. Lá o Sheikh(líder religioso) Bilal, conta um pouco da história em árabe, e após isso, há a Latmyah (canto de luto) em homenagem aos Ahlul Bait (família do Profeta). Depois é servido algum tipo de comida árabe, pois lá frequentam em sua maioria libaneses. No mesmo local, mas no andar posterior, eles também fazem a cerimônia, porém em persa, para a comunidade iraniana do Brasil.


Foto-Latmyah na Mesquita Profeta Mohammad Mensageiro de Deus (s)

Em São Paulo, também há o Centro Cultural Islâmico, na Zona Sul, onde é realizado a Ashura, com o Sheikh Taleb (um dos líderes religiosos islâmcos mais antigos do Brasil) e tem uma voz poderosa.


Já em Curitiba, também está sendo realizada, uma cerimônia, relembrando a história de Imam Hussein (a.s), em Karbala. Além da palavra do Sheikh Ebrahimi, em árabe, sempre há alguém que conta sobre os trágicos incidentes que ocorreram, em português. E após o majles (cerimônia), as crianças recitam o Alcorão Sagrado. 

Ashura em Curitiba

Outro lugar, onde há muitos muçulmanos xiitas, é Foz do Iguaçu, e por essa razão, na cidade, também é feito a cerimônia, parte em árabe e outra em português. Na Associação de Foz do Iguaçu, realmente parece que você está em um país muçulmano.


Mas a grande novidade, é que pela primeira vez na história do Brasil, a cerimônia de Ashura, foi realizada, totalmente em português, no Centro Cultural Salam Brasil, um local para muçulmanos xiitas brasileiros, que são convertidos ao Islam.

Lá o Sheikh Hussein, iraniano, conta toda a história em português, e até quando cantam em sinal de luto (latmyah), partes são feitas em português e outras em persa.

Uma novidade, e motivo de orgulho, para os muçulmanos xiitas e principalmente, para os muçulmanos brasileiros.

Pelo que parece, em 2013, o Brasil também viveu esse luto. De acordo com o Sheikh Hussein, muito ainda será feito.


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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