Egito condena 14 mulheres da Irmandade Muçulmana

Foto: Uol
Nesta última quarta-feira (27), o Egito condenou 14 mulheres da Irmandade Muçulmana a 11 anos de prisão, por pertenceram a uma "organização terrorista". Entre elas 7 são menores de idade.  Junto a elas, seis homens, apresentados como líderes da Irmandade, foram condenados a 15 anos de prisão. Eles foram acusados de incitarem as mulheres a "bloquear" importantes avenidas de Alexandria, a segunda maior cidade do país na costa mediterrânea, durante os eventos de 31 de outubro, à margem das manifestações exigindo o retorno de Morsy ao poder.

Essas prisões foram efetivadas depois que o governo proibiu as manifestações. Em um comunicado oficial, o Governo afirmou que quem se manifestasse, seria detido, pois essas manifestações causam sérias consequências.

Morsy foi destituído em 3 de julho pelos militares, que evocaram os milhões de manifestantes que saíram às ruas para denunciar a tentativa de Morsy de concentrar o poder em favor de sua confraria e de querer islamizar o Egito. Desde então, as novas autoridades afirmam lutar "contra o terrorismo" e reprimem violentamente os manifestantes pró-Morsy.

Em 14 de outubro, soldados e policiais entraram em confronto com milhares de manifestantes o que resultou na morte de pelo menos 600 pessoas. Logo após o julgamento, os condenados desta quarta-feira foram transferidos para uma prisão em Alexandria.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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