Farid El Atrach


Farid El Atrach, nascido na cidade de As-Suwayda, localizada no sudoeste da Síria, foi cantor, instrumentista e compositor. Farid viveu entre 19 de outubro de 1910 e 26 de dezembro de 1974, gravou cerca de 350 músicas e atuou em 31 filmes.

Pertencente a uma família talentosa, sua mãe, Aliyah, que sustentava a família cantando e tocando oud, e sua irmã, Asmahan, que participou com ele em muitos filmes, acabaram estimulando o seu interesse pela música, ainda em idade muito precoce.

Na década de 1930, Farid começou sua carreira como cantor profissional, trabalhando em estações de rádio egípcias. Assim como sua mãe, ele também tocava oud. Ele estudou o instrumento e aprendeu a tocá-lo no Instituto de Música Árabe do Cairo.

Em 1941, eles estrelou em seu primeiro filme de sucesso, Intisar al-Shabab (O Triunfo da Juventude), em que o próprio Farid compôs todas as canções.

Durante a década de 1940, Farid vivenciou o lado ruim do sucesso, vício em jogos de azar. Nesta fase, e para agravar a sua situação, ele também enfrentou a morte de Asmahan, sua irmã. Tentando superar a crise que enfrentava, Farid dedicou-se a um relacionamento com a bailarina Samia Gamal.

Em 1947, ele produziu e co-estrelou um filme com Samia, Habib al-Oumr (O amor da minha vida), dirigido por Henri Barakat e que foi um grande sucesso. Por outro lado, o seu namoro com Samia não durou muito tempo, acabando após mais alguns trabalhos no cinema. 

Farid, após o fim do seu namoro, continuou trabalhando com várias estrelas do cinema em vários outros filmes de sucesso, na qual ele sempre teve o papel principal de um cantor romântico.

Dentre seu repertório vasto de belos trabalhos, alguns destacam-se e fazem sucesso até hoje: Ar-Rabi (Primavera), Awell Hamsah (Primeiro Sussurro), e as peças de dança Tutah e Raqsitil Gamal. Canções como Noura e Gamil Gamal acumulam visualizações na internet diariamente.

Entre os seus relacionamentos amorosos, um se destaca mais que os demais, pois envolveu simplesmente a ex-esposa do rei Faruk, monarca que governou o Egito entre 1936 e 1952. Pouco antes da revolução egípcia, em julho de 1952, Farid fez amizade com a esposa do rei. Após sofrer o golpe de Estado, o rei foi exilado e se divorciou de sua esposa. Ela retornou ao Egito para levar um caso de amor tempestuoso com Farid, pois família dela não aceitou o cantor sírio, em parte devido a razões políticas. Quando eles se separaram, Farid caiu em uma depressão durante muito tempo, e este começou a sofrer com problemas de saúde que se agravaram, e que acabaram resultando na sua morte.

Em 1974, Farid El Atrach faleceu em Beirute com 64 anos de idade e seu legado, além das suas músicas e filmes, é o seu estilo de cantar profundamente apaixonado e que o tornou um grande nome na música árabe comparado sempre a Abdel Halim Hafez, Mohammed Abdel Wahab e Oum Kalthoum.

NOTA: Este texto é mais do que uma produção jornalística qualquer. Este texto trata-se de uma homenagem póstuma ao meu tio Adel Mohamad Ali Jarrah, irmão de minha mãe, Bouchra Mohamad Ali Othman, e que durante a minha passagem pelo Líbano em 2011, fez de tudo para que minha dificuldade com o idioma ou a saudade da minha família não atrapalhasse a minha viagem pelo país.

Este texto, sobre o seu cantor preferido, eu fiz especialmente para você, tio.


Saeb Osman
Gazeta de Beirute
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