Homens-bomba matam 24 pessoas em atentado à embaixada iraniana


A área de Jineh, no subúrbio de Beirute, começou a remediar suas feridas após os atentados terroristas à embaixada iraniana que matou 24 pessoas e deixou cerca de 150 feridos, no último dia 19 de novembro.

O ataque, que foi condenado pelo Conselho de Segurança, por Washington e até pela União Europeia, continua sob investigação para que todos os envolvidos sejam detidos. O Exército libanês e as forças de segurança do país trabalharam pesado para levantar os escombros causados pelos bombardeios. 

Fontes da segurança interna informaram ao jornal Al Safir que o uso de uma motocicleta na primeira explosão foi apenas rumor. Segundo elas, os homens-bomba estavam em um só carro (identificado como um jipe). Elas afirmam que o primeiro suicida desceu do carro, caminhou até a entrada da embaixada e, em seguida, explodiu. A ideia inicial era distrair os seguranças para que o segundo homem-bomba pudesse entrar no pátio da embaixada, onde planejava agir.

Mas o plano dos terroristas foi impedido pelo oficial de segurança da embaixada, o libanês Radwan Fares, (conhecido como Hajj Reda), que, ao se surpreender com a primeira explosão, saiu acompanhado de cinco membros da segurança e atirou no segundo homem-bomba antes que ele saísse de dentro de seu carro, que estava a poucos metros da entrada da embaixada. O suicida explodiu mais de 50 Kg de bombas próximo a prédios habitados, onde estava, inclusive, o Conselheiro Cultural da Embaixada do Irã, Ibrahim Al Ansari.

A segurança interna descobriu que os dois suicidas são árabes, uma palestino e um libanês. Foi confirmado que os terroristas chegaram ao Líbano há alguns dias e ficaram hospedados no Hotel Sheraton, localizado na área de Verdun, em Beirute.

As autoridades checaram o quarto onde os terroristas se hospedaram e descobriram que ambos portavam identidades falsas, tiradas em 2009 e pertencentes a dois outros indivíduos (que estão presos). Ainda se investiga quando e como entraram no Líbano.

Segundo a segurança interna, os elementos efetivaram esse ato terrorista com a ajuda de outros libaneses. Nada mais foi revelado devido ao sigilo das investigações.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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