Identificados os responsáveis pelos ataques terroristas, um deles era libanês


Resultados dos testes de DNA confirmaram que o primeiro homem-bomba no ataque à Embaixada do Irã em Beirute foi um libanês com ligações a um pregador salafista fugitivo, e o segundo é um palestino.

O libanês Mouin Abu Dahr, de 19 anos, deixou a Suécia a alguns anos atrás, depois voltou para a região e passou a lutar com os rebeldes que buscam derrubar o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Depois de lutar na Síria, ele voltou para a sua cidade natal, Sidon (Líbano), onde entrou para o grupo do clérigo salafista, Ahmad Assir, um pregador militante procurado pelas autoridades por confrontar o Exército libanês, na ocasião vários soldados morreram.

O juiz Saqr Saqr, disse que amostras de DNA retiradas do pai de Mouin, combinavam com as  amostras recolhidas no local da explosão, o que foi um choque para os cidadãos libaneses.

A família de Mouin Abu Dahr, disse que não tem nada a ver com esse ataque hediondo, e não tem palavras suficientes para descrever a dor que estão sentindo pelas vítimas. 

A família também afirmou que poucos dias antes do atentado, ele telefonou para seus pais e pediu perdão.

Também, três dias antes da explosão, no Twitter do suicida libanês, ele prometeu que se vingaria pelo clérigo salafista, que foi obrigado a fugir.
O outro homem,  também responsável pelo ataque à Embaixada, é o palestino Adnan Mohammed. 

As forças palestinas no Líbano, condenaram essa atitude criminosa. Em um comunicado afirmaram que “esse ato covarde é uma ação individual que repudiamos, pois além de matar inocentes, apenas favorece nosso inimigo (Israel)”.

A família de Adnan Mohammed, chamou o atentado no reduto do Hezbollah de “ato criminal”, e disse que todos apoiam a resistência (Hezbollah), contra o sionismo.

No dia 19 de novembro, Mouin, vestindo um cinto de explosivos se explodiu em frente ao portão da Embaixada do Irã em Beirute, Bir Hasan. Minutos depois, Adnan detonou um carro cheio de explosivos, os dois atentados consecutivos mataram pelo menos 23 pessoas e feriram mais de 150.

As autoridades condenaram o atentado, e muitos afirmam que com certeza há “grandes cabeças”, que por interesses políticos pessoais, manipulam esses jovens, como se tal ato, fosse em nome da religião.

Um grupo filiado à Al Qaeda, assumiu o envolvimento na explosão.


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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