Nasrallah: “Nossa interferência na Síria salvou o Líbano”


O Secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse em um discurso televisionado na última semana, que a interferência de seu grupo na Síria, e a união islâmica que rejeitou todo discurso doutrinal e sectário, salvou o Líbano.

Além disso, o líder do Hezbollah, destacou que “todos os que procuram atingir os subúrbios do sul de Beirute, e sua população, estão perdendo tempo, e chamando mais atenção para a resistência (Hezbollah) desde sua criação, que já é um grande exemplo para o mundo”.

Nasrallah disse que, "nosso sacrifício não vai parar em nosso país e em nossa nação”, lembrando a guerra em 2006, ele acrescentou: 

"Em julho de 2006 o mundo  se colocou contra a resistência, contra o Hezbollah, e há aqueles que apostaram na sua derrota, mas no final a vitória foi do Partido de Deus (Hezbollah), que se tornou uma potência regional a ser considerada por todos.”

Nasrallah também falou  sobre a situação na Síria, observando que o que foi planejado para a Síria, é o mesmo  que foi planejado para o Hezbollah em julho de 2006 e vai além do assunto da reforma e mudança, ele disse que havia uma conspiração para derrubar o regime com suas escolhas políticas que opta pela resistência no Iraque, Palestina e Líbano e eles agora pagam o preço desta opção, “por isso, ficamos ao lado do regime de Bachar Al Assad”, justificou.

Nasrallah ainda citou que a situação na Síria, foi bem mais complexa  do que ele tinha imaginado, “e apesar da teimosia e esforços de alguns países da região para impedir uma solução política, a Síria vai se recuperar, e chegará a uma solução política, especialmente porque o foco da guerra contra a Síria chegou a um beco sem saída”.

Antes de terminar seu discurso, Nasrallah disse que “estamos agora no último quarto de hora, antes de alcançar a vitória história e estratégica” na Síria.

Ele também ressaltou que a interferência do Hezbollah na Síria era mais que uma necessidade, era um dever.  Observando que "se não fossemos para a Síria, hoje o Líbano  seria um segundo pátio de guerra, e que acabaria ocorrendo a  transformação de um  segundo Iraque, no Líbano. A evidência disso foi o que ocorreu no Iraque o mês passado, 900 pessoas mortas e  centenas de feridos como resultado de 300 carros bomba. "


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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