O bem que o amor nos faz


Amar realmente faz bem a pele, ou essa afirmativa não passa de um mito? Quando a pessoa é bem amada e está amando ela se torna mais forte e mais imune a doenças dermatológicas e outras? O que há de mito e de verdade nessa história que amar faz bem a saúde?

Não é uma questão de crenças. Tampouco é mito. É fato comprovado: o amor faz bem a saúde! 

O Que Diz a Ciência

Existe um ramo da ciência chamado Psiconeuroendócrinoimunodermatologia. Ele estuda as interações entre a psique, o sistema nervoso, o sistema endócrino, o sistema imune e a pele. Descobriu-se o que já se sabia: o nosso organismo é uma complexa rede onde o corpo, a mente e as emoções se entrelaçam. 

E como isso ocorre? De modo simplificado, a cada pensamento corresponde um mediador químico produzido pelas células do cérebro (neurônios). Esses mediadores são chamados neuropeptídeos. Os neuropeptídeos servem de mensageiros, levam a informação de um neurônio ao outro. 

Com o aprofundamento dos estudos descobriu-se que os neuropeptídeos eram capazes de interagir não somente com o cérebro, mas também com as glândulas de nosso corpo, como a tireóide e as supra-renais. E que os hormônios produzidos pelas glândulas, por sua vez, eram capazes de estimular o cérebro, gerando emoções e comportamentos. Assim, de algum modo, o cérebro regulava e era regulado pelas glândulas, através dos neuropeptídeos e dos hormônios.

E as descobertas não pararam por aí: viu-se que as células do sistema imune, como os linfócitos e células NK, também eram influenciados pelos neuropeptídeos. E mais do que isso, as substâncias produzidas por essas células, chamadas de citocinas, também podiam afetar o cérebro e as glândulas! Ou seja, tudo estava ligado! 

A Importância da Pele Nessa Rede

Fora o cérebro, adivinhe qual é o órgão com maior número de terminações e de células nervosas? Isto mesmo, a pele! Ela possui tantos nervos e se comunica tão intensamente com o sistema nervoso central que é chamada por muitos de “cérebro do lado de fora”. E a pele produz tanto os neuropeptídeos, como as citocinas. E também está regulando e sendo regulada por todos os outros membros dessa rede psico-neuro-endócrino-imunológica. 

Mas Onde Entra o Amor Nessa História Truncada?

Vimos que cada pensamento ou emoção corresponde a um mediador químico. E que este mediador vai afetar o organismo como um todo. Assim sendo, quando estamos, por exemplo, com fome, todo o nosso corpo, todas as nossas células se comunicam e também “sentem” essa fome. Quando estamos tristes, todas as nossas células “sabem” desta tristeza. E quando estamos amando, estamos amando com todas as células do nosso corpo! 

O detalhe é que quando temos emoções relacionadas ao estresse desencadeamos liberação de hormônios, citocinas e outras substâncias que levam a queda da imunidade, produção de radicais livres e respostas “destrutivas”, se por tempo prolongado. 

Mas quando estamos amando produzimos endorfinas, neuropeptídeos e hormônios que levam o organismo, incluindo a pele, ao seu equilíbrio e plenitude. Isto explica, em parte, porque uma pessoa bem amada e que está amando se torna mais forte, com maior resistência a doenças dermatológicas e com a pele muito mais bonita!

E esta resposta ao amor também se aplica ao amor próprio e a auto-estima. Quando nos amamos, também podemos ter este equilíbrio pleno. Assim sendo, o caminho para uma pele mais saudável e bonita também passa pelas trilhas e mistérios do amor! Desejamos que neste novo ano que está chegando, o amor passe pelos caminhos e pelos corações da humanidade.

Esse é um texto do Dr. Francisco Leite para o “Jornal da Comunidade”
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