O Brasil, assim como o Irã, também enriquece urânio.

Fonte: naval.com.br

Há bastante tempo, quando acompanhamos o noticiário internacional, o Irã sempre se destaca quando o assunto é o enriquecimento de urânio. Dia após dia, temos a impressão de que ninguém mais no mundo possui programas de enriquecimento de urânio ou instalações nucleares. 

Com este texto quero mostrar que o Brasil também está na lista dos países que enriquecem urânio. Mostrarei os detalhes e os objetivos que o programa nuclear brasileiro possui.

O Brasil tem um programa amplo de uso de energia nuclear para fins pacíficos. Cerca de 3 mil instalações estão em funcionamento, utilizando material ou fontes radioativas para inúmeras aplicações na indústria, na saúde e na pesquisa.

O programa nuclear brasileiro caminha bem desde a entrada em operação comercial de sua primeira central no país, em 1985, denominada Angra I, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, com 0,64 GW de potência instalada. Com a mesma tecnologia alemã, outra central também foi construída, só que mais tarde, em 2001, Angra II, com 1,35 GW. As duas centrais representam 3% da geração de energia elétrica do país.

O governo prometeu mais uma central nuclear para 2018, a central Angra III.

Novas técnicas de combate ao câncer, com maior eficácia e menos efeitos colaterais, têm surgido em decorrência da aplicação desta tecnologia no setor da saúde, fazendo aumentar a procura pelos radiofármacos (medicamento com finalidade diagnóstica ou terapêutica), de forma que a demanda sempre supera a produção brasileira.

O uso de técnicas com materiais radioativos na indústria tem aumentado com a modernização dos equipamentos importados e com a sofisticação das técnicas de controle de processos e de qualidade.

Na área de geração de energia, o Brasil é um dos poucos países do mundo a dominar todo o processo de fabricação de combustível para as usinas nucleares. 

Apesar de todos estes avanços em diversas áreas em decorrência do uso da energia nuclear, o Brasil necessita, segundo o próprio governo, de muito mais investimentos na diversificação da matriz energética do país, devido a alta demanda energética e por questões socioambientais. Mas, de acordo com especialistas, nada tem sido feito para mudar esse panorama.

Segundo eles, dois pontos precisam de apoio: investimentos em eficiência energética e maiores investimentos e direcionamento político quanto à energia distribuída no país.

Com estes dois pontos avaliados e bem resolvidos, poderíamos reduzir nossas necessidades energéticas, talvez a ponto de não precisarmos mais das centrais nucleares.


Saeb Osman
Gazeta de Beirute
Share on Google Plus

About beirut lebanon

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.

0 comments:

Postar um comentário