Om Kalthoum

أم كلثوم

Hoje recordaremos juntos a história e a carreira de Om Kalthoum, uma das cantoras símbolos da cultura árabe e que encanta a todos com suas canções repletas de sentimentos e emoções.

Om Kalthoum nasceu no Egito, na aldeia de Tamay ez-Zahayra, perto do mar Mediterrâneo, seu nome de batismo é Fatma Ibrahim Al Biltagi. Seu pai passou a lhe de chamar de Om Kalthoum porque era o nome de uma das filhas do profeta Mohammad.

O seu pai, Ibrahim al-Sayyid al-Baltajil, era um imã local que chamava os crentes à oração e recitava o Alcorão em ocasiões festivas, como casamentos e Maulids (celebrações das datas de nascimento das figuras do islamismo). A mãe de Om Kalthoum, Fatmah al-Maliji, era doméstica. Om Kalthoum era a caçula de três filhos que viviam em uma pequena casa de tijolos.

Inicialmente e com a orientação de seu pai, ela aprendeu cânticos religiosos do Alcorão. Com o tempo ele ficou impressionado com a força da voz de sua filha e resolveu levá-la junto com seu irmão mais velho aos eventos para se apresentarem. Nestes eventos, devido a tradição egípcia conservadora, seu pai a vestia com roupas de menino, pois as mulheres não apareciam publicamente cantando para estranhos.

Famosa e talentosa, Om Kalthoum, na década de trinta, começou a gravar discos. Seus discos caracterizavam-se por canções que duravam cerca de 30, 40 ou 45 minutos. Algumas gravações ao vivo se estendiam por mais tempo, devido a solicitação do público pelas repetições de alguns trecho. Sua atuação na rádio era ansiosamente esperada pelo povo, no teatro da rádio ou em algum bar que transmitia a Rádio South Al Kaira (A voz do Cairo).

Em 1935 ocorreu a sua estreia no mundo do cinema, com o longa-metragem Wedad. Este foi o primeiro de seis filmes que contaram com a participação da artista.

Em 1937, estrelou no filme Nashid al-Amal. Em 1940, fez parte do elenco do filme Dananir. Após 1940, fez parte dos filmes Aydah, Salamah e Fatmah em, respectivamente, 1942, 1945 e 1947.

Cabe destacar que dentre seus milhares de admiradores estava o militar Gamal Abdel Nasser, que tornou-se presidente do Egito em 1956 e presidiu o país até 1970, ano da sua morte.

A saúde da cantora começou a deteriorar-se a partir de 1971. Em março deste mesmo ano, problemas com a vesícula biliar levaram ao cancelamento de shows. Meses depois, uma infecção no fígado levou igualmente ao cancelamento dos shows marcados para março e abril de 1972. O último concerto de Omm Kalthoum foi em dezembro de 1972.

Nos anos de 1973 e 1974 a cantora visitou vários países da Europa e os Estados Unidos da América com o objetivo de procurar tratamento para os seus problemas de saúde.

Em janeiro de 1975, agravaram-se as suas complicações no fígado e a cantora foi hospitalizada no Cairo. Om Kalthoum faleceu no dia 3 de fevereiro de 1975, vítima de um ataque cardíaco.

Mesmo com sua morte, a sua voz e a sua imagem icônica no palco, segurando um lenço nas mãos, continuam sendo grandes símbolos da cultura árabe até os dias de hoje.


Saeb Osman
Gazeta de Beirute
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